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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

INDUSTRIA DO LIXO, O PROJETO



ESBOÇO PARA IMPLANTAÇÃO INICIAL

      Instruções, passo a passo, sobre como implantar a primeira parte – fase inicial – do projeto da Indústria do Lixo, em um determinado município, nas áreas urbana e rural, a partir da  organização, em cada cidade, bairro ou distrito das associações e/ou cooperativas dos catadores,  destacando-se as seguintes etapas:
                           
                                   I – SEPARAÇÃO DO LIXO 
                                         
1. A implantação do projeto da indústria do lixo, começa em nossas residências bem como nas cantinas de todos os estabelecimentos comerciais e industriais, onde ele é gerado, com a separação do lixo úmido do seco. Esta separação, esmerada e criteriosa, é fundamental para que a coleta seletiva funcione plenamente – a única forma que irá possibilitar o reaproveitamento de todos os resíduos para a reciclagem e industrialização.  

2. É importante saber que essa separação em toda a cidade deve ocorrer dentro de nossas casas ou estabelecimentos, não só na cozinha ou cantina mas, em todas as demais dependências, e fora dela (no pátio, quintal e jardins), sendo este serviço de separação e acondicionamento de todos os resíduos a serem descartados, de responsabilidade exclusiva dos próprios moradores, que deverão  entrega-los ao serviço da coleta seletiva de forma apropriada, isto é,

                   lixo úmido ao caminhão da coleta, e o lixo seco aos catadores.

3 – Quanto à distinção entre os dois tipos de lixo (úmido e seco), a população deverá ser devidamente instruída, pelos meios de comunicação e também pelos responsáveis pela coleta, sobre os principais itens a serem separados, conforme segue:

A) ÚMIDO (material orgânico para a compostagem): restos de alimentos crus e cozidos, cascas e sobras de legumes e frutas estragadas, e também a varrição (sem metais, vidros, plásticos, pedras, etc.), papel higiênico usado, guardanapos, folhas e aparas de gramas do quintal ou jardim; todo e qualquer material de fácil decomposição não adequado para reciclagem;

B) SECO (material inorgânico/sólido para reciclagem): papel (jornais, livros, revistas), papelão, plásticos (todos os tipos de descartáveis, embalagens e vasilhames em geral), vidros, isopor, metais leves, latas de conservas, tudo limpo e isento de resíduos úmidos. Também os rejeitos dos aparelhos eletro-eletrônicos, móveis e quaisquer tipos de tecidos e objetos imprestáveis não-perecíveis, que deverão ser recolhidos pelos catadores, para destinação  apropriada, pelos gerenciadores dos eco-pontos.     

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Existe ainda um item extra de material a ser separado, cuidadosamente, pelos consumidores em geral, que são os nocivos ao meio ambiente, tais como pilhas, baterias, lâmpadas  fluorescentes, embalagens de inseticidas e outras do tipo spray, tubos de pastas medicinais e creme dental, etc. Este tipo de material deve ser acondicionado em sacolas ou caixas distintas, para ser entregue separadamente aos “catadores”, os quais darão a destinação correta para os mesmos, de conformidade com as medidas relacionadas com a chamada logística reversa, determinada pela Lei 12.305, da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS).

                                     II – COLETA SELETIVA

A definição da palavra “coleta”, segundo os dicionários, tem a conotação de imposto ou tributo, o que significa dizer que a entrega do lixo devidamente separado, pelos munícipes, é obrigatória, por lei.         
Esta segunda fase do Plano – a coleta seletiva –, tem sido a mais onerosa e difícil de ser executada pelos serviços de limpeza urbana de nossas cidades, com a agravante de não estar sendo feita adequadamente, visto que a separação pelos consumidores deixa muito a desejar. Entretanto, tendo em vista que o processo aqui proposto será de fácil manuseio e, devidamente orientada, a população não poderá deixar de atender ao apelo das autoridades competentes no sentido de que cada indivíduo possa exercer a sua cidadania, fazendo a sua parte para colaborar com a defesa do meio ambiente, que está sendo agredido pela poluição desastrosa em todo o mundo.   

Dois fatores de relevância vão propiciar este grande benefício para o bom êxito do processo da coleta seletiva:

Primeiramente, a entrega de cada tipo de material, pelos moradores, ao respectivo responsável pela coleta, de conformidade com as instruções contidas em toda a extensão da primeira parte acima, que irá facilitar grandemente o serviço, e
segundo, pela forma simples do serviço da coleta, tendo em vista a organização do mesmo, onde os respectivos setores (prefeitura e associação) independentes um do outro, cada um  se  responsabilizará pelo transporte do lixo que lhe corresponder, tendo em vista a separação claramente definida, como nos itens acima, frisando mais uma vez:

A) LIXO ÚMIDO: COLETA E TRANSPORTE SOB A RESPONSABILIDADE DO SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA DA PREFEITURA.

B) LIXO SECO: COLETA E TRANSPORTE SOB A RESPONSABILIDADE DOS “CATADORES”,  REPRESENTADOS PELAS ASSOCIAÇÕES E/OU COOPERATIVAS;

Com uma administração competente e honesta, por parte das prefeituras, não haverá problemas para a execução dos serviços quanto a esta fase inicial do Projeto, o qual não demandará recursos extras, pelo contrário, diminuirá consideravelmente o custo operacional por parte das prefeituras, por ser de cunho estritamente social, e ainda, totalmente autosustentável.   

                               III – RECICLAGEM DO ENTULHO

A reciclagem do entulho da Construção Civil, é também parte integrante do projeto da Indústria do Lixo.Trata-se de um trabalho lucrativo para os membros das associações, por ser o sistema de fabricação, idealizado pelo referido projeto, de fácil manuseio; não exigindo nenhum tipo de equipamento, apenas manual (ver no livro O BRASIL TEM JEITO, como fazer), dependendo apenas de um aprendizado rápido por parte dos trabalhadores que irão executar o serviço.

Na continuação, sob a responsabilidade de empreendedores, públicos ou privados:

·        Eco-pontos: Seleção, Acondicionamento, Logística reversa, Vendas; 
·        Compostagem, ao invés de aterro sanitário;
·        Terra Vegetal, Adubo Orgânico (fertilizantes naturais), destinados aos lavradores na área da Agricultura Familiar e no campo, e também para  reflorestamentos, comercialização etc.


                                    Francisco Machado

                  Mentor do Projeto da Indústria do Lixo

quarta-feira, 18 de julho de 2012

COMÉRCIO DO CARBONO, O QUE É?

por Alex Bowen e Duncan Clark*



Dar um preço ao carbono é criar um custo aplicado à poluição de carbono, para incentivar poluidores a reduzir a quantidade de gases do Efeito Estufa que emitem na atmosfera. Os economistas concordam amplamente que a introdução de um preço do carbono é a forma mais eficaz para os países reduzirem suas emissões.

A mudança climática é considerada uma falha de mercado pelos economistas, porque impõe enormes custos e riscos às gerações futuras -- que sofrerão as consequências das alterações climáticas -- sem que esses custos e riscos estejam incluídos nos preços de mercado. Para superar esta falha de mercado, argumentam eles, é preciso internalizar os custos dos danos ambientais futuros, colocando um preço sobre a sua causa - ou seja, as emissões de carbono.

Um preço para o carbono não só incentiva comportamento de baixo carbono (por exemplo, usar uma bicicleta em vez de dirigir um carro), como também arrecada dinheiro que pode ser usado, em parte, para financiar uma limpeza das atividades “sujas" (por exemplo, o investimento em pesquisa sobre células de hidrogênio como combustível). Com o estímulo de um preço para o carbono, os custos de frear as alterações climáticas são distribuídos ao longo das gerações, em vez da maior parte recair sobre as gerações futuras.

Existem duas maneiras principais de estabelecer um preço para o carbono. Primeiro, um governo pode cobrar um imposto sobre carbono na distribuição, venda ou utilização de combustíveis fósseis -- com base no seu teor de carbono. Isto tem o efeito de aumentar o custo desses combustíveis e dos produtos ou serviços criados com eles, incentivando negócios e pessoas a mudarem para a produção e o consumo verdes. Em geral, imagina-se que o governo decidirá como usar a receita fiscal, embora em uma versão, o chamado modelo de “taxa e dividendos”, as receitas fiscais são devolvidas na sua totalidade à população.

A segunda abordagem é um sistema de quotas chamado “limite e troque” (do inglês, cap-and-trade). Neste modelo, as emissões totais admissíveis em um país ou região são definidas com antecedência e limitadas por um teto global. Em seguida, cria-se licenças para poluir, que representam frações desse teto global, as quais são leiloadas ou distribuídas para as empresas. As empresas podem negociar as licenças entre si, gerando um mercado para poluição de carbono, o que deve levar a sua redução da maneira mais barata possível.

Para servir o seu propósito, o preço do carbono fixado por um imposto ou pelo sistema “limite e troque” deve ser suficientemente elevado para incentivar os poluidores a mudar o seu comportamento e reduzir a poluição, em conformidade com os objetivos nacionais. Por exemplo, o Reino Unido tem uma meta para reduzir as emissões de carbono em 80% até 2050, em comparação aos níveis de 1990, com várias metas intermediárias ao longo do caminho. O Comitê de Mudanças Climáticas, constituído de conselheiros independentes do governo, estima que, para atingir esse objetivo, seria necessário um preço de 30 libras (cerca de 94 reais) por tonelada de dióxido de carbono, em 2020, e 70 libras (220 reais), em 2030.

Hoje, grandes empresas do Reino Unido pagam um preço pelo carbono que emitem através do Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trade Scheme) da União Europeia. No entanto, boa parte dos economistas considera o preço do carbono neste regime demasiado baixo para levar o Reino Unido a cumprir as suas metas. Assim, o Tesouro planeja fazer com que todas as empresas do programa paguem um mínimo de 16 libras (50 reais) por tonelada de carbono emitido, a partir de abril de 2013.

O ideal é que existisse um preço de carbono uniforme em todo o mundo, refletindo o fato que, ao longo do tempo, uma tonelada de dióxido de carbono causa a mesma quantidade de danos, não importa onde seja emitida. Um preço uniforme também elimina o risco de que empresas poluidoras fujam para os chamados "paraísos da poluição" -- países onde a falta de regulamentação ambiental garante poluir sem limites.

No momento, o preço do carbono está longe de ser uniforme. Pelo outro lado, um número crescente de países e regiões tem ou planejam ter programas de preços de carbono, seja através de “limite e troque” ou usando impostos sobre carbono. Incluem-se nessa lista a União Européia, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul, partes da China e da Califórnia.

*Este artigo foi escrito por Alex Bowen, do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, da London School of Economics, em colaboração com o The Guardian. Publicado através da parceria de ((o))eco com a Guardian Environment Network (veja a versão original). Tradução de Eduardo Pegurier





segunda-feira, 16 de julho de 2012

MEIO AMBIENTE - Problemas e soluções


Coleta seletiva, é a solução!



A coleta seletiva é a única forma de se chegar a um resultado satisfatório, em que a limpeza urbana possa se tornar, efetivamente, uma realidade em uma determinada cidade.

Ela existe aqui? Sim, politicamente. Os nossos governantes, de duas ou três gestões para cá, se ufanam em dizer que na sua administração a coleta seletiva foi implantada.

Entretanto, o que de fato observamos é que os dois principais tipos do lixo domiciliar – inclusive dos estabelecimentos comerciais (hotéis, restaurantes, bares, cantinas, etc) – estão sendo coletados de forma completamente inadequada, isto porque, não são devidamente separados nas cozinhas ou em qualquer parte onde são gerados.

O serviço da coleta, por sua vez, não demonstra interesse em recolher o lixo – somente depois de separado - mesmo sabendo que desta forma o serviço seria facilitado consideravelmente, visto que o volume do material orgânico (lixo úmido), de responsabilidade da prefeitura, teria uma redução drástica no volume a ser transportado.

Este comportamento, tanto dos habitantes da cidade como dos órgãos governamentais, responsáveis pelo serviço da coleta, tem sido a causa dos gravíssimos problemas do lixo urbano que estão desafiando a administração pública municipal.

O lixo colocado nas calçadas, no centro da cidade, misturado e espalhado, em condições deploráveis, muitas vezes sem o vasilhame próprio, onde a coleta somente é efetuada à noite, causa o maior desconforto e náuseas aos transeuntes.

E quanto à destinação de todo o material para o aterro sanitário, já saturado e em situação de completa inviabilidade, ameaçando toda a circunvisinhança de poluição ambiental grave é, na verdade, uma forma injusta e cruel de transferir o problema para a desfavorecida área suburbana.

Tudo isto acontece pelo simples fato de não separarmos o lixo em nossas casas. Que separação é esta? O lixo ÚMIDO DO SECO: apenas isto. Porque não fazemos isto a coleta seletiva da cidade não funciona nunca.

De quem é a culpa? Bem, não queremos julgar ninguém, e nem é preciso, porque uma coisa é certa: todos nós somos culpados. Os governantes dizem que os seus munícipes não são educados o bastante para fazerem esta separação do lixo em suas cozinhas, e por isto a coleta de todo o material é feita pelos caminhões da mesma forma como é colocado em frente às suas casas, isto é, todo misturado.

Mas, em contrapartida, o que podemos observar é que o serviço da coleta do município não instrui os moradores no sentido de fazerem a separação, que é obrigatória por lei, inclusive deixando bem claro que se houver qualquer quantidade de material misturado, a ordem é não recolher.

E, quanto ao material seco, reciclável, este ficará à disposição dos catadores, que estão por toda parte, e é desse serviço (de utilidade pública, por sinal) que eles sobrevivem.

Será que todos nós poderíamos responder com sinceridade o motivo que nos leva a não fazemos a separação do lixo em nossas casas? É falta de tempo? Ou é falta de conhecimento dos grandes e graves problemas que estamos causando, com a falta desta atitude, ao meio ambiente e à Biodiversidade que nos rodeia?

Devemos nos lembrar que, todo o mal que fazemos à Natureza, se reverte para nós mesmos.

Precisamos ficar muito atentos para isto, porque a Natureza, criada por Deus, é a nossa provedora; nós podemos tirar dela o nosso sustento, porém, temos o dever sagrado de recompô-la. Isto é sustentabilidade.

Quanto a outros grandes benefícios que a COLETA SELETIVA nos proporciona falaremos depois.



Lembre-se: Quando você não está fazendo algo em favor do meio ambiente, certamente está contribuindo para a destruição do mesmo.

                                                        Francisco Machado
                                                         Ativista ambiental





sábado, 14 de julho de 2012

CAPITAL SP VAI RECICLAR 13% DO LIXO (???)

Capital vai reciclar apenas 13% do lixo que será coletado


EDIVALDO BITENCOURT 11/07/2012 00h02





Foto: Correio do Estado

Do lixo recolhido, apenas 78,1 toneladas das 573,3 toneladas serão recicladas

Apesar da coleta seletiva ser estendida para todos os bairroCapital vai reciclar apenas 13% do lixo que será coletado

EDIVALDO BITENCOURT 11/07/2012 00h02





Foto: Correio do Estado

Do lixo recolhido, apenas 78,1 toneladas das 573,3 toneladas serão recicladas

Apesar da coleta seletiva ser estendida para todos os bairros de Campo Grande até 2016, a cidade só vai reciclar 13,63% do lixo coletado. Conforme o edital de Concorrência Pública 066/2012, que prevê a concessão do serviço por até R$ 2,5 bilhões por 35 anos, a nova concessionária do serviço vai destinar à reciclagem apenas 78,1 toneladas das 573,3 toneladas de resíduos sólidos a serem coletados diariamente na Capital.

A maior parte do lixo, conforme o certame, 167,4 mil (80%) das 209,2 mil toneladas recolhidas por ano, terá tratamento e disposição final ambientalmente adequada, ou seja, irá para o aterro sanitário. Só 13,63% (28,5 mil toneladas por ano) vão ser reciclados. O percentual fica abaixo do potencial previsto pelo Plano Municipal de Saneamento Básico - Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que estimou em 35% a quantidade de material passível de reaproveitamento em Campo Grande em 2008.

Leia mais no jornal Correio do Estado



s de Campo Grande até 2016, a cidade só vai reciclar 13,63% do lixo coletado. Conforme o edital de Concorrência Pública 066/2012, que prevê a concessão do serviço por até R$ 2,5 bilhões por 35 anos, a nova concessionária do serviço vai destinar à reciclagem apenas 78,1 toneladas das 573,3 toneladas de resíduos sólidos a serem coletados diariamente na Capital.

OPINIÃO DA INDUSTRIA DO LIXO

Veja bem: gastar 2,5 bilhões de reais para reciclar 13,63% do lixo da cidade. Que disparate!
Com a COLETA SELETIVA, a reciclagem completa pode ser efetivada em 1 ano, inclusive a parte do material orgânico, que será trasnformada em adubo para a terra degradada.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

CARTA Á PREFEITA ELISA COSTA

                                    Gov. Valadares, 07 de maio de 2012

À Exma. Sra.
Elisa Maria Costa
DD Prefeita de Gov. Valadares

Senhora Prefeita,

                                    Assunto: Lixo Domiciliar da Cidade

               Cumpre-me, com o devido respeito, dirigir-me à V. Excia. a fim de   oferecer-lhe a colaboração cidadã, no sentido de solucionar o problema do lixo domiciliar urbano, cuja situação verdadeiramente crítica, chegou ao ápice, ao ponto de ser essa administração municipal acionada pelo Ministério Público, como é do nosso conhecimento, através da imprensa local.

              O fato de ser o mentor de um projeto ainda incipiente (em parte), chamado Indústria do Lixo, o qual pretende oferecer solução para todos os problemas ambientais decorrentes do lixo urbano, é que me leva a assumir tamanha responsabilidade, diante de uma administração complexa e repleta de recursos os mais variados, inclusive na parte de elementos humanos, plenamente qualificados, tanto no que se refere à currículos escolares, como em razão de serem detentores de cargos importantes na política dominante.

             Apesar de tudo isto e muito embora na minha posição um tanto inferiorizada de leigo no assunto mas, embasado apenas na experiência de vida, pelos meus oitenta e quatro anos de idade, é que me disponho a oferecer os meus préstimos, a fim de ajudar a minha cidade a resolver um problema gravíssimo como este que estamos enfrentando. 

             Isto significa dizer que o meu oferecimento não se restringe apenas em oferecer o plano no papel, mas estou disposto a colaborar, voluntariamente, em ações de ativismo no sentido de levar a cada cidadão e principalmente às cidadãs – as honradas donas de casa, as mais preocupadas com a situação do mundo nestas questões socioambientais – os apelos, acompanhados de instruções diretas e pessoais, para que a nossa parte, isto é, de toda a sociedade  seja definitivamente executada, uma vez que dela depende o êxito do plano  voferecido.  Com agradecimentos antecipados pela atenção, subscrevo-me mui,
                                           
                                               Respeitosamente.

                                            Francisco Machado
                              Agente de Polícia Federal Aposentado
                                Rua Mal. Deodoro, 129/301 - Centro

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

INDÚSTRIA VAI SUBSTITUIR ATERRO SANITÁRIO

Nova Indústria vai Reciclar Lixo em Curitiba


Por

Celina Nascentes

– 13 de agosto de 2011Publicado em: Notícias, Reciclagem

Sistema substituirá aterro sanitário da Caximba.

Cerca de 2,4 mil toneladas

de lixo vão virar adubo e material energético.

Indústria vai transformar em adubo e material energético cerca de 2,4 mil toneladas de lixo. (Foto: Divulgação)

Uma nova indústria vai substituir o aterro sanitário da Caximba, em Curitiba, e passará a processar 100% do lixo produzido na cidade para reciclagem. De acordo com a prefeitura, o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) será uma indústria em que a matéria-prima é o lixo.

Ainda segundo a prefeitura, a indústria vai reciclar e transformar em adubo e em material energético as cerca de 2,4 mil toneladas de lixo geradas diariamente pela população de Curitiba e de outros 15 municípios que hoje utilizam o aterro da Caximba. A prefeitura ainda estuda qual a melhor área para receber a indústria.

A prefeitura afirma que a instalação da indústria seguirá critérios rigorosos de instalação, cuidados com o solo, com o ar e outros fatores de proteção que requerem tecnologias específicas. Todo esse cuidado será fiscalizado pelos órgãos ambientais competentes. No novo sistema, o lixo será depositado em local fechado.

Fonte : Marca Ambiental

Para ver a gradiosidade deste empreendimento, acesse o site:

              www.ambientalsustentavel.org/2011/nova-industria-vai-reciclar-lixo-em-curitiba



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

IGREJA PRESBITERIANA DE CAMPINAS ENVOLVE-SE EM CAMPANHA SÓCIO-AMBIENTAL

IP Campinas se envolve em programa sócio-ambiental. Ação ocorre no domingo, 25 de setembro A campanha Limpa Brasil Let’s Do It! é uma iniciativa sócio-ambiental que tem por princípio conscientizar os cidadãos sobre a destinação correta do lixo e organizar mutirões de limpeza em cidades brasileiras. De acordo com o site oficial do evento, o primeiro passo é atingir o interesse das pessoas e das organizações sobre como é possível modificar a realidade das cidades sobre o lixo apenas com a ação individual. Conquistar as instituições e o povo por meio de um objetivo comum: limpar as cidades e mudar a atitude da população. A Igreja Presbiteriana de Campinas está mobilizando os membros para a participação da campanha “Limpa Campinas”, que acontece no dia 25 de setembro, domingo. Um aviso foi destacado no boletim semanal da igreja, chamando as pessoas que tenham interesse em ajudar em prol do meio ambiente. De acordo com o pastor da IP Campinas, rev. Wilson Emerick, a participação tem uma motivação pastoral e missiológica. "Nossa igreja desenvolve a sua caminha a partir de um projeto maior que pretende promover maior interação da igreja com a comunidade. O atual momento impõe à igreja dialogar com os diferentes segmentos da sociedade. Neste aspecto somos “co-beligerantes” em diversas causas que envolvem a cultura, a arte, o bem estar da comunidade. As atuais ações e programações da Ipcamp movem-se interna, mas também externamente, onde compreende o seu papel como “sal da terra”, ‘luz do mundo”, “fermento da massa”. Para tornar-se relevante no atual contexto a Ipcamp compreendeu ser indispensável manter interfaces com a sociedade fixando links em vários espaços e desenvolvendo uma pastoral contextualizada e urbana". Na IP campinas há uma classe da escola dominical destinada às reflexões acerca da responsabilidade do cristão com a natureza. Intitulada “Igreja Sustentável”, a classe é dirigida por membros da própria igreja, que buscam relacionar as aulas ministradas com as questões seculares que envolvem a conscientização e a ação de todos. "A Escola Dominical da Ipcamp propõe a capacitar melhor os cristãos para enfrentar os desafios da vida! Oferecemos diferentes cursos e os professores e alunos se encontram entusiasmados com esta proposta. No dia 05 de Junho comemoramos o “Dia do Meio Ambiente” na Escola Dominical. Autoridades da cidade e do meio acadêmico participaram de um painel discutindo com pessoas de nossa igreja. A partir deste evento, incluímos o curso “Igreja Sustentável” em nosso currículo. Uma classe de Escola Dominical discute este tema a partir da visão bíblico-teológica. O grupo pensa o tema e já realiza algumas ações em nossa comunidade. Planejamos transformar esta classe em um grupo de ação cristã que haverá de desenvolver inúmeras ações na igreja e na comunidade, cumprindo a ordem de Deus de cuidar do planeta", explicou rev. Wilson. O LIMPA BRASIL é o um movimento que já percorreu em 20 países e atualmente está nas principais capitais do país. Campinas é a única cidade contemplada no país que não é capital. A programação acontecerá em 40 bairros da cidade pretendendo ‘limpar” o lixo da cidade, a partir das 9 horas da manhã. "Os participantes incorporam a figura de “catadores” recolhendo o lixo e encaminhamento a grandes lixeiras. Em nosso caso, adotamos o distrito de Sousas e o encontro dos presbiterianos será na Igreja do distrito, ou seja, a Igreja Presbiteriana de Sousas, onde receberemos a camiseta da campanha e o kit de trabalho, assumindo o movimento: “Eu sou um catador”, afirmou. Ainda de acordo com rev. Wilson, o numero de participantes é difícil de precisar, já que a adesão foi muito boa por parte dos membros da IP Campinas e de igrejas do Presbitério de Campinas. "Felizmente, em Campinas as nossas comunidades encontram-se bem motivadas a campanhas deste tipo em que o nome de Cristo e da Igreja se destacam e testemunham a preocupação da igreja com o povo que também respeita e admira igreja". Para os protestante, segundo ele, essa preocupação deve estar ligada à forma de vida cristã na sociedade. "Em sua raízes históricas, o protestantismo não se limitou às quatro paredes. Aliás, desenvolveu-se nos ambientes acadêmicos e comunitários da Europa. Especialmente, o calvinismo infiltrou-se profundamente na vida social e comunitária das grandes cidades do Séc. XVI. Haja visto a ação de João Calvino que implantou a Teocracia em Genebra e influenciou profunda e positivamente esta importante nação. O pensamento social e econômico de Calvino não é bem conhecido de nossa gente. Algo significativo aconteceria com nossas igrejas se se estudassem a vida e a obra dos reformadores, especialmente dos que escreveram a nossa história. Quem dera a igreja de hoje preservasse as ricas tradições dos que se envolveram e foram bênçãos nas mãos de Deus através da Educação, da Música e da Arte, da Cultura, da Política etc. os cristãos são salvos para servir a Deus, ao próximo, a comunidade. Como dizia o teólogo Emil Brunner: “não existe serviço cristão do eu”. Cristianismo pensa e existe em função do outro, principalmente em buscar e salvar o perdido", concluiu rev. Wilson Emerick. No site da campanha Limpa Brasil há mais informações sobre as formas de colaboração e as cidades participantes. Em 2011, 0 movimento Limpa Brasil Let’s Do It! realizará mutirões de limpeza em diversas cidades brasileiras. A primeira delas, o Rio de Janeiro, aconteceu em 5 de junho, como parte das comemorações da Semana Mundial do Meio Ambiente. Acesse o site da campanha e saiba mais sobre a ação em sua cidade, ou nas proximidades dela, http://limpabrasil.com

domingo, 18 de dezembro de 2011

LIXO É TROCADO POR ALIMENTO

No Brasil, uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que a Região Sul é a que melhor trata a questão da limpeza urbana. Ali, segundo o documento, só 28% do lixo não tem destino adequado - o menor índice do Brasil. Em Curitiba, a coleta seletiva serve de exemplo para São Paulo: atinge 100% dos moradores. Cabe à população separar o resíduo seco do orgânico. Limpo, o lixo coletado pode ser vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. "Nosso segredo está na conscientização das pessoas", afirma José Antônio Andreguetto, secretário municipal do Meio Ambiente. Além disso, em noventa pontos espalhados pela periferia da capital paranaense, 4 quilos de material reciclável são trocados por 1 quilo de alimento. Com essas ações, a coleta cresceu 192% nos últimos cinco anos. Estima-se que 23% do total de resíduos seja reciclado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MEIO AMBIENTE (DEFINIÇÃO)

O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas, dos reinos animal, vegetal e mineral, que compoem os ecossistemas e a vida de todos os seres vivos.
O termo foi definido na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, celebrada em Estocolmo, em 1972, como sendo “... o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas".
O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas de componentes estruturais que geralmente sofrem forte influencia do homem, tanto para melhorar como para piorar o seu próprio habitat. Diante disto, podemos concluir que, meio ambiente, compreende o lugar em que estamos: dentro de casa e fora dela tanto na cidade como no campo; no trabalho, na escola, na igreja, no clube, etc. Existem alguns elementos vitais, próprios do meio ambiente, sem os quais nós, humanos, não podemos viver: o ar atmosférico, a água e os alimentos – chamados de Biodiversidade - são, a grosso modo, os principais. Uma terra desértica, devastada, sem água e nenhuma vegetação, não oferece condição de vida, nem para o homem e nem para outros seres vivos, excepto para algumas espécies raras, próprias daquele ambiente. Por esta e muitas outras razões, temos o sagrado dever de preservar o nosso meio ambiente, que compreende toda a Natureza criada, envolvendo a nossa casa, a nossa rua e o campo ao nosso derredor, onde são produzidos os alimentos para a sustentação da vida na Terra.
O problema da brutal poluição ambiental, em consequência da devastação da Natureza, pelas ações do homem, está desafiando os governos das nações ricas e pobres de todo o Mundo. O futuro da Terra está em jogo, visto que a maioria de seus habitantes estão despreocupados com esta situação. Todos nós somos, individual e juntamente com os governantes, responsáveis por tudo isto.
Portanto, vamos colaborar com o Planeta, lembrando sempre: quando nao estamos fazendo nada em favor do meio ambiente, com certeza, estamos colaborando para a sua destruição.

Francisco Machado

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O FIM DO MUNDO

“A espécie humana tem 30% de chances de desaparecer nos próximos quatro séculos”. Quem faz esta previsão não é um religioso, mas um filósofo canadense chamado John Leslie, autor do livro intitulado The End of The World (O Fim do Mundo). Os argumentos que ele usa não são religiosos, mas científicos.
Na reportagem intitulada Vamos todos morrer, publicada na revista Super Interessante (novembro de 2000), o repórter Rafael Kenski reuniu as opiniões de gente importante do mundo da ciência para descobrir por que a espécie humana pode desaparecer.
A colisão de um cometa ou asteróide com o planeta seria uma possibilidade. Basta que esse corpo celeste tenha pelo menos um quilômetro de diâmetro e nada mais restará na face da Terra.
Não obstante o fim da guerra fria, o risco de uma guerra nuclear ainda existe. Stefhen Schwartz , diretor da Fundação Educacional de Ciência Nuclear, em Chicago, EUA, afirma que “os mísseis continuam prontos para serem lançados em segundos e a manutenção dos sistemas de segurança é fraca, principalmente na Rússia”. O mesmo cientista garante que “aumentou a chance de uma catástrofe nuclear começar por engano”.
Outro perigo sério que rodeia o planeta é o colapso ambiental. Como conseqüência do chamado efeito estufa – o abafamento causado pelo acúmulo de gazes poluentes na atmosfera – a temperatura do globo terrestre está aumentando.
A última década (l990/2000), foi a mais quente da história. A continuar assim, existe a possibilidade de morrermos torrados. O físico Stefhen Hawking explica: Temo que a atmosfera continue a se aquecer até chegarmos no estado de Vénus, em que o ácido sulfúrico entra espontaneamente em ebulição.
O curioso é que cerca de dois mil anos antes dessas previsões sombrias, um simples pescador do mar da Galiléia anunciou coisas muito parecidas: “Os céus se desfarão com estrondos, os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão e a terra, juntamente com as suas obras, será consumida” (2 Pe 3.l0). E Pedro nada entendia de astronomia ou física. O apóstolo falava da parte de Deus.
A grande diferença entre as previsões científicas e as previsões bíblicas é que estas não terminam com a destruição da espécie humana, mas com uma nota de grande esperança: “Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habitará a justiça” (2 Pe 3.13). (Extraído da revista Ultimato de janeiro/fevereiro 2001).

COMENTÁRIO:

Observem que o artigo da revista Ultimato acima transcrito, foi escrito no ano 2000. A principal previsão (desaparecimento da humanidade), contida em seu parágrafo inicial, era para os primeiros quatro séculos. Hoje, decorrido apenas uma década, as previsões dos mesmos técnicos e cientistas que vemos na mídia, diuturnamente, é que a continuar no ritmo que vai, a mesma previsão fica reduzida para apenas um século, ou seja, daqui a cerca de cem anos, o que poderá ser possível para muitos dos que vivem hoje presenciar estes acontecimentos terríveis, os quais poderão, não trazer o fim da humanidade, mas abreviar os dias da segunda vinda do Filho do Homem, para julgar a terra. Quanto às três “opiniões de gente importante do mundo científico para descobrir por que a espécie humana pode desaparecer” podemos analisá-las da seguinte forma: a) a colisão de um cometa ou asteróide com o nosso planeta; b) o risco de uma guerra nuclear, ainda que por acidente; e c) o sério perigo do colapso ambiental que rodeia a terra. Quer seja no campo científico, quer seja no campo religioso, o que podemos analisar é o seguinte: 1) A primeira causa, é apenas conjectura; é externa, estável e está fora de nosso controle como simples criaturas, embora inteligentes, mas sem nenhum poder para exercer quaisquer influências que possam modificar as leis do Universo criado por Deus; 2) A segunda causa – uma possível guerra nuclear – por se relacionar com a ação do homem (a invenção da bomba atômica), usando a inteligência dada por Deus, mas, de forma irracional. Embora referida tecnologia tenha evoluído tremendamente durante a segunda metade do século passado, pondo em risco a eliminação total da humanidade e de toda a obra da Criação, foi, a sua expansão, por entendimento das grandes potências mundiais, colocada em cheque, havendo até mesmo algum retrocesso com a proibição de novos países que surgiam como pretendentes a ingressar no fechadíssimo Clube Atômico; 3) A terceira causa – o colapso ambiental – cujas conseqüências já se faziam sentir naquele tempo (ano 2000) e que foram expostas com bastante clareza pelo autor do texto, o físico Stephen Hawking, esta não ficou estável, pelo contrário, disparou de tal forma que hoje, apenas dez anos depois, na primeira década do século 21, o que estamos presenciando – e vivenciando – é simplesmente estarrecedor, isto porquê, não vimos uma medida sequer, das que são recomendadas constantemente pelos órgãos internacionais serem postas em prática pelos governantes e população de todo o mundo, pelo menos no que tange aos problemas ambientais. Isto nos leva a acreditar que esta terceira causa é de fato crucial, pois o colapso ambiental, a essa altura, já é uma realidade em todo o planeta. Considerando que esta terceira causa é fortemente influenciada pelo homem, o que podemos e devemos fazer para reverter esta situação?
Das três “opiniões de gente importante do mundo científico, para descobrir por que a espécie humana pode desaparecer”, nós vimos que, dentre as causas apresentadas, a mais ameaçadora é, sem dúvida, a que se refere ao colapso ambiental, tendo em vista o crescimento assustador dos problemas ambientais desde a época em que foi escrito o artigo, no ano 2000. Esta é a razão pela qual podemos reafirmar que a situação é de fato crucial. Daí, a indagação que deixamos no ar: o que podemos e devemos fazer para reverter esta situação? Bem, primeiramente devemos reconhecer e assumir que, os problemas da área ambiental mais comuns, aqueles relacionados com o lixo urbano, são conseqüências de nossa própria irresponsabilidade. Uma vez que nós o geramos de forma excessiva, nós mesmos é que temos o dever de elimina-lo de nosso meio. Mas, como? É muito fácil. Vai depender, primeiramente, de uma tomada de posição por parte de cada indivíduo, de forma global, no sentido de comprometer consigo mesmo e, ao mesmo tempo, incentivar os outros para que também se comprometam em promover uma mudança de hábitos de forma radical, assim: todos os atos que contribuem para agredir o meio ambiente deverão ter em contrapartida um outro gesto para defende-lo das agressões (daremos, ao final, um exemplo só, mas suficiente para comprovar esta verdade). Sabemos que não é possível ninguém viver sem produzir os resíduos, tanto os sólidos como os úmidos; calcula-se que cada indivíduo produza em média um quilo dos dois tipos, por dia, o que equivale dizer que uma cidade com duzentos mil habitantes, pode gerar um volume de duzentos mil quilos, que é igual a duzentas toneladas por dia. E daí? Qual o problema? A coleta do lixo nas cidades nao é de responsabilidade do poder público? Sim, as prefeituras é que administram esse serviço que, na maioria das vezes é terceirizado. Mas elas administram mal, pois o problema do lixo está desafiando os governos municipais do País, quase que na sua totalidade. Quanto maior a cidade maior é o problema do lixo. As razões que levam todas essas administrações públicas do país a esse fracasso, não somos nós que vamos julgar. Entretanto, temos de assumir que também nós, do povo, somos responsáveis e temos a nossa parte de culpa neste fracasso. Acontece que as coletas do lixo, que deveriam ser seletivas, isto é, lixo seco separado do lixo úmido, não estão sendo, porque os moradores não estão fazendo, em suas cozinhas, essa separação. Este seria um dos gestos que iria resolver o grande problema do lixo urbano que vai para os aterros sanitários ou controlados; lixões, para as margens dos rios, etc., sem poder ser tratado, reciclado ou transformado em materiais úteis à sociedade, pelo simples fato de não ser feita a separação rigorosa em nossas cozinhas. Enquanto isso, o mundo desfalece, e a Humanidade caminha para o caos. Que Deus tenha misericórdia de nós, e nos abençoe. Pb Fmachado-(IPBC)
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SEJA UM VOLUNTÁRIO E ATIVISTA DO MEIO AMBIENTE! A NATUREZA AGRADECE

(Publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana Brilho Celeste de Governador Valadares-MG, nos dias 24 e 31/07,e 07/08/2011).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

MEIO AMBIENTE E AS SACOLINHAS

Sacolas plásticas e meio ambiente: qual é o problema?
Calcula-se que l4 bilhões de sacolinhas plásticas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano – para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. ‘Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis’, diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte”. Do site: www.planetasustentavel.abril.com.br .
É incrível, como os nossos governantes, técnicos e assessores, ambientalistas e administradores dos serviços públicos da área ambiental em geral, não atentem para o lado mais fácil e mais viável de como solucionar o problema das sacolas plásticas, que não é, de forma nenhuma, menos grave que os demais materiais descartáveis do mesmo tipo: copos, potinhos de iogurte e mateiga, latinhas de sardinha e outras conservas, embalagens outras (plásticos e metais), garrafas pet, etc. etc., cuja maior parte está sendo irregularmente destinada ao aterro sanitário ou aos lixões, misturado com todo o material orgânico da cozinha (lixo úmido), o que de fato tem sido a causa dos maiores transtornos para o meio ambiente.
Em uma análise rápida do texto em questão, podemos constatar, com a devida vênia, a existência de alguns equívocos cometidos pelo autor:

a) A quantidade imensa de sacolinhas distribuídas em todo o País é de fato assustador. Mas, vejam bem, elas são de material reciclável. Porque então vão para os lixões, aterros sanitários e rios? Todo material descartável é de plástico, e todo material de plástico deve ir para onde? para a reciclagem, é claro. De outra forma estaremos sujeitos às penalidades das leis que tratam dos crimes ambientais;

b) Dizer que "uma sociedade sustentável não pode desenvolver com base em produtos descartáveis" creio não ser nada lógico. O desenvoilvimento industrial dos últimos séculos trouxe ao mundo uma nova forma de convivência globalizada, portanto, não podemos fugir às regras da modernidade, de outra forma estaremos exluídos de todo o contexto mundial;

c) "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas". Então, podemos chegar às seguintes conclusões: a) o grande problema da sacolinha de plástico não é a quantidade imensa que é fabricada, mas o seu uso abusivo pelos consumidores, que as levam para casa em quantidade muito maior do que o necessário; e b) os mesmos consumidores (nós), que ao invés de separa-las para a COLETA SELETIVA, as entregam para o caminhão do lixo úmido, com o destino que já sabemos muito bem qual é: o malfadado aterro sanitário.

Este, portanto, é o problema das sacolas plásticas, injustamente tidas com as vilãs da maior agressão ao meio ambiente, da atualidade. E aí está a solução para o problema. Vale ainda dizer que, as várias medidas que os técnicos da área estão sugerindo (no topo deste artigo), são todas válidas, e devem ser acatadas pela população. Agora, privar esta mesma população do direito de ter, quando quiser e de forma moderada, algumas sacolas descartáveis, que sejam fornecidas de graça ou vendidas (não importa), contanto que ele tenha este recurso muitas vezes confortável e prático, da mesma forma que tem com relação aos demais tipos de descaráveis, como já frisamos acima.

Francisco Machado

sábado, 16 de julho de 2011

O BRASIL TEM JEITO?

O BRASIL TEM JEITO?
Resumo sintético do assunto do livro com título acima

I PARTE - Industria do lixo

Indústria do lixo, é a base de um projeto simples com o qual se pretende atingir, de princípio, três objetivos com fins de beneficiar as seguintes áreas: 1) social; 2) urbana; e 3) rural.
Estes setores, que abrangem toda a vida de uma nação, serão beneficiados de forma tão direta e eficiente que os principais problemas sociais que afetam o País terão um encaminhamento inicial, para as soluções – definitivas – almejadas por toda a sociedade, conforme segue:
1) As ações no campo social, que começam com a inclusão de um grupo de trabalhadores marginalizados, excluídos de todos os direitos sociais previstos em lei no País – os catadores de papel – passarão a beneficiar, ao mesmo tempo, todas as demais classes sociais, com os serviços prestados pelos primeiros;
2) O meio urbano, em todas as cidades, será transformado, de lixos e fezes de animais espalhados por todos os lados; lixões e os ineficientes aterros sanitários; ruas e avenidas sujas, e muitas vezes cheias de matagal, para um ambiente limpo, agradável e sem os inconvenientes maus odores prejudiciais à saúde e ao bem estar dos habitantes;
3) Quanto ao setor rural, ao que tudo indica, este poderá ser o maior beneficiado: as terras devastadas, cansadas e desertificadas, sem nenhuma condição para o plantio ou para pastagens, ao receber todo o adubo orgânico produzido nas cidades serão revitalizadas, restauradas e passarão a ser produtivas, além de voltarem a ser cobertas de uma vegetação natural, exuberante e cheia de vida para restauração também da fauna e, afinal, de toda a Biodiversidade, o que se poderia dizer: o Paraíso de volta à terra! Quem, nas cidades infernais, violentas, cheias de miséria e pobreza não gostaria de ir para lá?
Estes seriam os primeiros benefícios preconizados pelo projeto da indústria do lixo, cujos efeitos se farão sentir imediatamente após o início de sua implantação em qualquer parte do País, ou melhor, em todo o País. Isto sem necessidade de verbas dispendiosas ou grandes investimentos; de forma tão simples e com facilidades tão grandes que irá surpreender o mundo!

II PARTE - O Projeto

O projeto, ou melhor, o anti-projeto, que consiste em propostas para adoção do plano da indústria do lixo em todo o País, está exposto no livro O Brasil tem jeito?, de Francisco Machado, o qual não trata de uma idéia qualquer para promover indivíduos, e não visa, de forma alguma, a busca de interesses pessoais, nem mesmo na área comercial mas, sim, o interesse maior em favor da coletividade, com as indicações mais adequadas para solucionar os problemas gravíssimos que estão a nos afligir na área do meio ambiente em todo o Planeta.
Que novidades podemos apresentar com relação à indústria do lixo?
Ela não já existe? Sim, ela já existe, mas precária e timidamente, consistindo de duas formas distintas: a tradicional – os serviços de limpeza urbana, que fazem apenas a coleta do material que, via de regra, não é separado adequadamente nos domicílios (lixo úmido do seco), por isto, não dão a destinação corretamente ecológica para o mesmo; e a reciclagem, que é mais recente, mas é feita de maneira aleatória pelos “catadores” que, sem nenhum apoio do poder público ou de qualquer outro setor da sociedade trabalham em condições as mais desfavoráveis; são auto-sustentáveis, mas vivem na exclusão total, portanto devem ser objeto de uma política justa, com gerenciamento do Estado, porém, independente deste. Sobre reciclagem, sim, temos a primeira novidade: o ENTULHO DA CONSTRUÇÃO CIVIL – um dos maiores problemas do lixo urbano, também será todo transformado em um produto de primeira necessidade no próprio setor construtivo, de onde ele se originou, ou seja, o TIJOLO ECOLÓGICO, um bloco maciço de concreto que, com certeza, servirá para vários tipos de obras especiais.
Nesta parte da reciclagem do entulho, o projeto vem oferecer um dos maiores benefícios aos trabalhadores das associações do setor, proporcionando-lhes uma remuneração mais digna e compensadora, tornando-se viável a organização e legalização dos mesmos, os quais deverão ter os seus direitos assegurados de acordo com as leis vigentes, não só com referência aos direitos trabalhistas, mas também os sociais, previstos na Constituição do Brasil, art. 6°, que diz: São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constiruição, e assim poderem exercer suas atividades no setor da limpeza urbana de forma eficiente e completa.
A outra novidade se refere ao aproveitamento total do material orgânico, o chamado lixo úmido, que tem sido despejado em terrenos a céu aberto, formando os indesejáveis lixões, ou os aterros sanitários que algumas cidades mais populosas constroem mesmo sabendo que se trata de uma medida altamente comprometedora para o futuro. Por isto, o projeto que apresentamos tem a finalidade não só de transformar todo este material em adubo natural mas, dar-lhe uma destinação adequada e benéfica, que é a fertilização das terras degradadas de todo o solo brasileiro.

III PARTE - Situação caótica

As medidas sugeridas pelo projeto da indústria do lixo, podem parecer simples e ingênua, e ao mesmo tempo complexas e de difícil execução, o que na verdade não o são, isto por dois motivos: primeiro, porque não existem outras opções que possam oferecer resultados mais positivos, não só para a preservação do meio ambiente, mas também para deter – e até mesmo reverter – a degradação ambiental que caminha a passos largos ao nosso redor. Existem outras medidas que poderão e deverão ser, obrigatoriamente, tomadas juntamente com as aqui propostas, mas estão vinculadas a outros setores, tais como indústrias automobilísticas, siderúrgicas, etc. as quais, ao contrário da indústria do lixo, são causadoras de poluição ambiental; segundo, pela situação de verdadeiro caos em que se encontram o mundo e a humanidade, com previsões sinistras de um fim catastrófico não muito distante.
Outra razão muito forte para a implantação deste projeto é o fato de sabermos que estes problemas gravíssimos da poluição ambiental, tem reflexos climáticos que estão afetando todo o Planeta. Isto nos coloca diante da responsabilidade que cada país tem, junto à comunidade internacional de fazer a sua parte para tentar solucionar os problemas globais. Portanto, chegamos a uma conclusão: não estamos diante de opções, mas de um imperativo: não pode haver dúvidas quanto à viabilidade do projeto, que deve ser implantado a qualquer custo, e com urgência. É melhor lançarmos o desafio agora do que sermos desafiados depois pelos mais poderosos que nós.
Nesta corrida das nações, que promete ser frenética, o Brasil pode sair na frente! Quem sabe, vamos exportar know-hau para os super-desenvolvidos do primeiro mundo, nesta hora crucial de aquecimento global e tantas outras coisas ruins? Visto que os encontros de organismos internacionais que acontecem freqüentemente só resultam em previsões nada alentadoras, e nenhuma medida radical, prática e inteligente é encontrada, então vamos agir e fazer acontecer. Cremos que tudo vai depender da vontade política dos governantes, mas, muito mais, da cooperação do povo brasileiro, que é laborioso, paciente e muito pacífico, graças a Deus!

Atenção, governantes do Brasil

É dever de cada Município brasileiro – através de seu respectivo prefeito, e câmara de vereadores –, tomar as medidas administrativas necessárias no sentido de organizar as associações dos trabalhadores na limpeza urbana e preservação do meio ambiente, em cumprimento aos artigos 5°, 6° e 225 da Constituição do Brasil, uma vez que estas medidas, além de trazerem grandes benefícios ao País e à população em geral, não dependem de verbas extras, acordos políticos e nem de permissão de quem quer que seja para serem executadas: é simplesmente medidas administrativas do
dos poderes executivo e legislativo do Município!

O Livro O Brasil tem jeito? Pode ser adquirido através do autor Francisco Machado
Rua Mal. Deodoro, 129/301 – Centro
CEP 35010-280 – Gov. Valadares-MG
E-mail: efieme@uol.com.br – Tel. (33) 3273-7260

segunda-feira, 11 de julho de 2011

INDUSTRIA DO LIXO, O PROJETO

Resumo sintético do plano da Indústria do Lixo, exposto no livro
O BRASIL TEM JEITO? de Francisco Machado


I DESTAQUE - Indústria do lixo

Indústria do lixo, é a base de um projeto simples com o qual se pretende atingir, de princípio, três objetivos com fins de beneficiar as seguintes áreas: 1) social; 2) urbana; e 3) rural.
Estes setores, que abrangem toda a vida de uma nação, serão beneficiados de forma tão direta e eficiente que os principais problemas sociais que afetam o País terão um encaminhamento inicial, para as soluções – definitivas – almejadas por toda a sociedade, conforme segue:
1) As ações no campo social, que começam com a inclusão de um grupo de trabalhadores marginalizados, excluídos de todos os direitos sociais previstos em lei no País – os catadores de papel – passarão a beneficiar, ao mesmo tempo, todas as demais classes sociais, com os serviços prestados pelos primeiros;

2) O meio urbano, em todas as cidades, será transformado, de lixos e fezes de animais espalhados por todos os lados; lixões e os ineficientes aterros sanitários; ruas e avenidas sujas, e muitas vezes cheias de matagal para um ambiente limpo, agradável e sem os inconvenientes maus odores prejudiciais à saúde e ao bem estar dos habitantes;

3) Quanto ao setor rural, ao que tudo indica, este poderá ser o maior beneficiado: as terras devastadas, cansadas e desertificadas, sem nenhuma condição para o plantio ou para pastagens, ao receber todo o adubo orgânico produzido nas cidades serão revitalizadas, restauradas e passarão a ser produtivas, além de voltarem a ser cobertas de uma vegetação natural, exuberante e cheia de vida para restauração também da fauna e, afinal, de toda a Biodiversidade, o que se poderia dizer: o Paraíso de volta à terra! Quem, nas cidades infernais, violentas, cheias de miséria e pobreza não gostaria de ir para lá?
Estes seriam os primeiros benefícios preconizados pelo projeto da indústria do lixo, cujos efeitos se farão sentir imediatamente após o início de sua implantação em qualquer parte do País, ou melhor, em todo o País. Isto sem necessidade de verbas dispendiosas ou grandes investimentos; de forma tão simples e com facilidades tão grandes que irá surpreender o mundo!


II DESTAQUE - O Projeto

O projeto, ou propostas para adoção do plano da indústria do lixo em todo o País, está exposto no livro O Brasil tem jeito? O livro não trata de uma idéia qualquer para promover indivíduos e não visa, de forma alguma, a busca de interesses pessoais, nem mesmo na área comercial mas, sim, o interesse maior em favor da coletividade, com as indicações mais adequadas para solucionar os gravíssimos problemas na área socioambiental, que estão a nos afligir diuturnamente.

Que novidades podemos apresentar com relação à indústria do lixo?
Ela não já existe? Sim, ela já existe, mas precária e timidamente, consistindo de duas formas distintas: a tradicional – os serviços de limpeza urbana, que fazem apenas a coleta, mas não dão a destinação correta para o lixo orgânico, que não é devidamente separado nos domicílios – e a reciclagem, que é mais recente, mas é feita de maneira aleatória pelos “catadores” que, sem o devido apoio do poder público ou de qualquer outro setor da sociedade trabalham em condições as mais desfavoráveis; são auto-sustentáveis, mas vivem na exclusão total, portanto devem ser objeto de uma política justa, com gerenciamento do Estado porém, independentes e com autonomia para tomarem as suas decisões.

É nesta parte que o projeto vem oferecer a primeira novidade, que consistirá na legalização desses trabalhadores, os quais deverão ter os seus direitos assegurados de acordo com as leis vigentes, não só com referência aos direitos trabalhistas, mas também os sociais, previstos na Constituição do Brasil, art. 6°, que diz: São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constiruição, e assim poderem exercer suas atividades no setor da limpeza urbana de forma eficiente e completa.
A segunda novidade se refere ao aproveitamento total do material orgânico, o chamado lixo úmido, que tem sido despejado em terrenos a céu aberto, formando os indesejáveis lixões, ou os aterros sanitários que algumas cidades mais populosas constroem mesmo sabendo que se trata de uma medida altamente comprometedora para o futuro. Por isto, o projeto que apresentamos tem a finalidade não só de transformar todo este material em adubo natural mas, dar-lhe uma destinação adequada e benéfica , que é a fertilização das terras degradadas do solo brasileiro.

E, finalmente, a terceira novidade do projeto da indústria do lixo, que é a que se refere ao entulho da construção civil. Este fará jus ao nome de indústria, pois poderá vir a ser uma empresa de grande porte no setor da construção civil. E por ser um empreendimento voltado para o lado social, não exigirá grandes investimentos, uma vez que não necessita de equipamentos sofisticados; todo o trabalho será executado com a mão de obra do trabalhador braçal, nem por isto deixando de ser lucrativo para os mesmos.

III DESTAQUE - Situação caótica

As medidas sugeridas pelo projeto da indústria do lixo, podem parecer simples e ingênua, e ao mesmo tempo complexas e de difícil execução, o que na verdade não o são, isto por dois motivos: primeiro, porque não existem outras opções que possam oferecer resultados mais positivos, não só para a preservação do meio ambiente, mas também para deter – e até mesmo reverter – a degradação ambiental que caminha a passos largos ao nosso redor. Existem outras medidas que poderão e deverão ser, obrigatoriamente, tomadas juntamente com as aqui propostas, mas estão vinculadas a outros setores, tais como indústrias automobilísticas, siderúrgicas, etc. as quais, ao contrário da indústria do lixo, são causadoras de poluição ambiental; segundo, pela situação de verdadeiro caos em que se encontram o mundo e a humanidade, com previsões sinistras de um fim catastrófico não muito distante.
Outra razão muito forte para a implantação deste projeto é o fato de sabermos que estes problemas gravíssimos da poluição ambiental, tem reflexos climáticos que estão afetando todo o Planeta. Isto nos coloca diante da responsabilidade que cada país tem, junto à comunidade internacional de fazer a sua parte para tentar solucionar os problemas globais. Portanto, chegamos a uma conclusão: não estamos diante de opções, mas de um imperativo: não pode haver dúvidas quanto à viabilidade do projeto, que deve ser implantado a qualquer custo, e com urgência. É melhor lançarmos o desafio agora do que sermos desafiados depois pelos mais poderosos que nós.

Nesta corrida das nações, que promete ser frenética, o Brasil pode sair na frente! Quem sabe, vamos exportar know-hau para os super-desenvolvidos do primeiro mundo, nesta hora crucial de aquecimento global e tantas outras coisas ruins? Visto que os encontros de organismos internacionais que acontecem freqüentemente só resultam em previsões nada alentadoras, e nenhuma medida radical, prática e inteligente é encontrada, então vamos agir e fazer acontecer. Cremos que tudo vai depender da vontade política dos governantes, mas, muito mais, da cooperação do povo brasileiro, que é laborioso, paciente e muito pacífico, graças a Deus!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

OURO X LIXO, QUAL VALE MAIS?

O ouro, todos nós sabemos, é o metal mais valioso da face da terra. Desde os tempos mais remotos, os seres humanos, com raras exceções, não se envergonham de correr atrás do precioso metal, onde quer que ele exista ou apareça.
O Brasil, nos primeiros séculos após o decobrimento (XVII e XVIII), chegou a ser o maior produtor mundial de ouro. O quantum, da produção na referida época, aqui agora é irrelevante. O importante é saber que, na atualidade, o País tem uma produção média anual calculada em cerca de 50 toneladas, deste metal nobre. Quanto ao valor do montante, não temos condições de calcular, visto que as nossas maquininhas não comportam tantos dígitos necessários para tal operação.
O nosso objetivo aqui é comparar o valor do ouro com um outro tipo de matéria prima do País: o lixo. Não se escandalize, meu irmão. Não falaremos de valores absolutos, mas sim do valor intrínseco entre os dois materiais. Partindo do princípio de que, potencialmente, o Brasil poderia produzir cento e noventa milhões de toneladas de adubo natural, por ano (uma ton por habitante), a partir do lixo orgânico – somente o orgânico – podemos chegar à conclusão de que, esse segundo produto, dada a quantidade imensa, e muito mais pela sua utilidade essencial para promover a produção em massa de alimentos para a humanidade faminta, seria incomparavelmente melhor do que todo o ouro puro do Brasil. E, falar que esse material, o chamado lixo úmido, tido como imprestável, asqueroso, fétido, putrescível é jogado fora, de maneira irracional e estúpida, sem que seja eliminado os seus efeitos maléficos ao meio ambiente – gastando-se, para isto quantidades incalculáveis de dinheiro do povo – pelo contrário, poderia ser aplicado para promover benefícios incontáveis ao País e a todos os seus habitantes. É lastimável que os nossos governantes, políticos, líderes religiosos, técnicos, cientistas, professores das escolas especializadas da área, não atentem para essa realidade do nosso tempo presente, porque não admitem que métodos naturais sugeridos por leigos sejam aplicados em detrimento dos processos tecnológicos e sofisticados criados pelos mesmos. O mundo está à beira do caos, em conseqüência das agressões ambientais por causa da insensatez de todos esses elementos citados, que são os responsáveis pelo desgoverno reinante no nosso sofrido país, e porque não dizer, em muitas outras partes do mundo, visto que esses problemas não são privilégio somente do Brasil. Existem, sim, países muito mais civilizados do que o nosso, que encontraram soluções para os mesmos problemas, utilizando processos simples ou complexos, mas eficientes, porque trabalham com o princípio da honestidade. Mas, não é costume de nosso povo procurar imitar os bons exemplos de outros países, mas somente os maus exemplos são seguidos aqui, nesta república dos aloprados. Concluindo. A Igreja não pode ficar omissa nessa missão de salvar o planeta da destruição pelas mãos dos homens. Que o Deus misericordioso nos abençoe e nos dê vontade de realizar essa boa obra, para honra e louvor de Sua glória (2Tm 3.17). Amém. Pb Fmachado (IPBC).

(Artigo a ser publicado no boletim da IGREJA PRESBITERIANA BRILHO CELESTE, em 26/06/2011).

O AUTOMÓVEL - benefícios e problemas

Definir a data exata do surgimento do automóvel no mundo é quase impossível. A partir do século XIX, começaram a surgir os primeiros protótipos de veículos auto-motores, movidos a gasolina. Mas foi no início do recém-findo século XX, exatamente em 1908, que o norte-americano Henry Ford, deu início à fabricação em série do primeiro tipo de automóvel batizado com o seu próprio nome, o Ford T, cujo sucesso de vendas foi absoluto, alcançando a fabulosa marca de 15 milhões de unidades, até o ano de 1927.
Quanto ao vertiginoso desenvolvimento da referida indústria, daquele tempo até os nossos dias, é desnecessário comentar, pois estamos não só presenciando, mas desfrutando dos benefícios incontáveis que nos proporciona esse objeto do desejo de todos os mortais – o automóvel, com raras exceções, é claro.
Entretanto, o crescimento fabuloso da indústria automobilística está trazendo não só benefícios, mas também problemas sérios, tanto para os usuários como para o meio ambiente. Dependendo da cidade na qual moramos, a aquisição de um automóvel pode trazer mais problemas do que benefícios. Exemplos: congestionamento de trânsito; falta de estacionamento; falta de garagem; despesa de combustível e manutenção; riscos de furto e assalto; etc. Os benefícios, nós sabemos muito bem: conforto, status, mobilidade e agilização, quando possível, para os executivos e outros profissionais no trabalho e nas lidas do cotidiano.
Mas, o maior problema causado pelo automóvel é com relação à poluição ambiental, que começa a acontecer logo na fabricação, e muito mais através do seu uso. As emissões do CO2, o dióxido de carbono – o principal gás do efeito estufa – a partir dos combustíveis fósseis, segundo informações dos pesquisadores, técnicos da área, não param de subir nos índices globais, e o que é mais assustador, na última década (2000/10) o aumento das emissões quase que triplicaram, em comparação à década anterior a de 1990.
Não é preciso ser técnico e nem profeta para se prever onde iremos parar ao final da presente década: as ruas e estradas, que já estão abarrotadas de veículos de todos os tipos, continuarão a receber, a cada ano, cerca de dez por cento a mais, de novos carros, em relação ao ano anterior, visto que as montadoras, seguindo as regras globalizadas da modernidade, não podem se dar ao luxo de estabilizar a produção, mesmo a despeito da saturação por parte dos consumidores, os quais são constantemente bombardeados com a propaganda de maketings em toda a mídia, oferecendo facilidades jamais vistas para a aquisição de um carro por cidadãos de todas as classes. É claro que todos merecem, e não são os menos favorecidos que provocam a inflação do setor (que adquirem na maioria das vezes um carro usado), mas a elite, visto que por simples vaidade não resistem à tentação de troca de seu carro seminovo pelo último modelo zero km, sempre de alto luxo, a cada ano. Onde iremos parar? O que será da próxima geração (nossos filhos e netos)? A humanidade está caminhando para o caos, pela sua própria vontade, por estas e outras razões. Só Deus pode ter misericórdia de nós, e nos livrar do dia da calamidade.

POLUIÇÃO AMBIENTAL - Onde não tem?

O problema do lixo urbano não é privilégio só do Brasil. Nos Estados Unidos, o país mais desenvolvido do mundo, vive em situação de quase calamidade pública, lutando, ingloriamente, para não ser “consumido” pelas montanhas de lixo, indevidamente coletados, sendo portanto causas dos mesmos grandes problemas aqui no Brasil. Segue abaixo o artigo extraído do livro “O Brasil tem jeito?”, para mostrar em que ponto poderemos chegar, a continuar da forma que estamos caminhando. “NOVA YORK: CAPITAL MUNDIAL DO LIXO (Lester Brawn)
“A questão sobre o que fazer com as 11.000 toneladas de lixo produzidas diariamente pela cidade de Nova York vem novamente à tona, desta vez no orçamento do Prefeito Michael Bloomberg que propõe, como medida de economia, acabar com a reciclagem de metais, vidros e plásticos. Infelizmente, isto significa aumentar, ao invés de diminuir, o volume do lixo. O problema do lixo de Nova York tem três facetas. É um problema econômico, um desafio ambiental e um pesadelo potencial de relações públicas. Quando o aterro sanitário de Fresh Kills, o local de destinação final do lixo de Nova York, foi desativado permanentemente em março de 2001, a cidade teve que transportar o lixo para aterros distantes em Nova Jersey, Pensilvânia e Virginia – alguns a quase 500 quilômetros de distância.Tomando por base uma carga de 20 toneladas para cada uma das caçambas-reboque utilizadas para transporte a longa distância, são necessários cerca de 550 reboques para transportar o lixo de Nova York, diariamente. Estes reboques formam um comboio de 14 quilômetros de extensão, congestionando o trânsito, poluindo o ar e elevando as emissões de carbono. Este comboio diário levou o Vice-Prefeito Joseph J. Lhota, que supervisionou a desativação de Fresh Kills, a declarar que a eliminação do lixo urbano, hoje, “é como uma operação militar cotidiana.”
Ao invés de reduzir rapidamente o volume de lixo gerado enquanto Fresh Kills se enchia, a decisão foi simplesmente levá-lo para outro lugar.
Que Deus tenha misericórdia de nós, e nos dê aquilo de que mais precisamos: juízo, consciência e sensatez, para cumprirmos os seus mandamentos, segundo a orientação expressa em sua Palavra. Fmachado
(Artigo publicado no Boletim da IGREJA PRESBITERIANA BRILHO CELESTE, no dia 12/06/2011).

PROTEGENDO A NATUREZA

Protege-se a natureza defendendo o meio ambiente das agressões do homem. Diante de elementos tão frágeis e inofensivos, da Natureza, criados para o bem estar dos seres vivos, lamentavelmente, existem inimigos cruéis que, sem a menor consciência, destróem as coisas que lhes são indispensáveis ao seu próprio conforto e essenciais à manutenção da vida. Existe o ditado que diz: “A melhor defesa é o ataque”, o que significa dizer que se ficarmos apenas na defensiva não vamos progredir na nossa luta em defesa da Obra da Criação, porque o inimigo é sagaz, traiçoeiro e não dorme nunca; dia e noite ele está rondando tudo à nossa volta. E o que é pior: Ele está no meio de nós e entre nós.
A guerra entre os seres humanos e a Natureza começou junto com a Criação; mais específicamente quando o pecado entrou em cena. Naquele exato momento em que as criaturas principais tiveram de “apanhar folhas para costura-las e cobrir a sua nudez”. Esse ato em si, não significou nenhum mal, pois a biodiversidade que estava em seu derredor era tão rica e pródiga que não fez a menor diferença o apanhar aquelas folhas. Mas aquele ato foi por causa do pecado, e é por causa do pecado que o desenvolvimento das atividades humanas passaram a crescer assustadoramente, juntamente com o crescimento desregrado das ambições, da inveja, da vaidade e de todos os demais tipos de pecado que existem no mundo. Aí é que entra o processo das agressões ambientais, processo este que se desenvolve em proporções assustadoras. “Por isto a terra está de luto, e todo que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem” (Os 4.3). É a guerra fratricida que acontece entre seres da mesma espécies. E a Natureza vai sendo devastada; o planeta Terra continua "desfalecendo". Até quando?
O que podemos e devemos fazer para reverter essa situação? Devemos ser ativistas do meio ambiente. O ativista, muito embora seja um voluntário, mas é justamente aquele que não fica só na retaguarda, mas vai à luta de vanguarda; age através de ações amistosas, mas vigorosas contra os atos muitas vezes simples mas com conseqüências perigosas para o futuro do planeta.
Defender, portanto, das depredações as coisas úteis e essenciais para a nossa sobrevivência, neste mundo hostil, é defender as nossas gerações de um futuro sombrio, com previsões ainda mais sinistras do que o que estamos assistindo no presente. Que o Deus criador nos abençoe e tenha misericórdia do mundo.

(Artigo publicado no Boletim da Igreja P. Brilho Celeste, no dia 05/06/2011)

terça-feira, 28 de junho de 2011

QUEM DEFORMA O MEIO AMBIENTE?

A DeFormação do meio ambiente

Ao criar os céus e a terra, o Senhor Deus criou, a seguir, o homem, e a Natureza: exuberante, generosa e saudável; pronta para desempenhar o seu papel no sentido de reproduzir e perpetuar as variadas espécies, para sustento da obra prima da Criação: “todos os animais da terra e a todas as aves dos céus e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento” (Gn 1.30). Este ato do Criador, cuja retribuição foi imediatamente seguida de uma atitude irresponsável por parte da criatura, desrespeitando uma ordem simples: dentre todo o variado e farto conjunto de frutos deliciosos, ao seu dispor, não comer apenas um. Vencidos pela tentação do inimigo, nossos primeiros pais quebraram o acordo de fidelidade em um pacto mais do que razoável, mesmo a despeito de já estarem desfrutando plenamente da parte que lhes competia, o paraíso terreal, cheio de delícias e gozo sem medidas, na presença do Senhor . O pecado da desobediência trouxe as conseqüências funestas para a continuação da espécie humana. Tudo aquilo que era santo, perfeito e belo, passou à condição de imperfeito, mau e cruel. Toda a obra da Criação passou a sofrer as deformações provocadas pela criatura rebelada, agressora em todos os sentidos. Quanto mais longe do Criador, mais a maldade imperava. “O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios” (Os 4.2). Desde aquele tempo, a terra passou a ser depredada pela ação cruel e constante do homem natural, só não chegando a ser totalmente destruída porque a Natureza, o instrumento de Deus para sua preservação, foi sempre forte o bastante para prevalecer contra a insensatez do homem, e ainda mais, para ser sua fiel guardiã, sem o que ele jamais seria capaz de sobreviver. Mas, a despeito de tudo, o homem foi criado – à semelhança do seu Criador – um ser inteligente, por isto sempre realizou grandes feitos, o que fez crescer ainda mais o seu orgulho e altivez diante de Deus. Entretanto, as obras maravilhosas do homem moderno estão ultrapassando os limites da sustentabilidade natural, e as conseqüências são cada vez mais desastrosas, provocando total desequilíbrio nos ecossistemas entre os seres vivos e a fatal deformação do ambiente, onde quer que ele esteja habitando. Fmachado (IPBC). Publicado no boletim da Igreja Presbiteriana Brilho Celeste.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

QUEM FORMOU O MEIO AMBIENTE?

A Formação do meio ambiente

Como foi formado o meio ambiente? Responder a esta questão, com embasamento puramente científico, não é nada fácil. A dificuldade reside no fato de que, o surgimento das coisas que hoje existem, não foi testemunhado por nenhum ser humano e, em tempos tão remotos, que os cientistas se perdem em calcular tempos e dimensões perdidos na eternidade, cuja compreensão está muito aquém da nossa capacidade até mesmo de imaginar como tudo aconteceu. Então, as tentativas de respostas explicativas da ciência são dadas através de teorias hipotéticas, fundamentadas apenas no conhecimento humano, totalmente divorciado dos relatos bíblicos divinamente inspirados; estes sim, de conformidade com a nossa capacidade de compreensão, nos esclarece satisfatoriamente. E, é por isto, que para o crente, mesmo que seja leigo mas estudioso da Palavra de Deus, torna-se fácil dar resposta a esse questionamento, pois ela se encontra, resumidamente, nos dois primeiros capítulos da Bíblia – Gênesis, o livro das origens – onde vamos encontrar a informação de como tudo aconteceu: “No princípio criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1.1). Logo adiante, nos versos 4 a 17, do segundo capítulo, o que parece ser uma repetição do que já foi relatado no primeiro capítulo, na verdade é uma informação mais detalhada de como foi formado o meio ambiente. Daí, a resposta à pergunta que pode ser assim sintetizada: Deus, após ter criado o universo (os céus) e a terra, criou, em seguida, tudo que nela existe, ou seja, a biodiversidade, que engloba todas as coisas dos reinos animal, vegetal e mineral – os seres vivos, inclusive o homem – tudo isto subordinado às leis estabelecidas pelo mesmo Criador, consubstanciadas ou sintetizadas na mãe Natureza, o verdadeiro sustentáculo da obra da Criação. Explicações e argumentos não são obrigatoriamente necessários, pois é a Palavra de Deus que está falando; e a Bíblia dispensa explicações sobre os relatos a respeito dos atos de Deus, em todos os sentidos. É somente matéria de fé? Não, mas de lógica também. Embora digam que a lógica não combina com a fé, neste caso tem que combinar sim, porque não há outra opção. É um imperativo, visto que o único registro de que dispomos abrangendo todos os tempos, desde a eternidade, é a Bíblia, com a sua autoridade divina; sua autenticidade histórica demonstrada através dos tempos; um livro escrito ao longo de dois milênios, por mais de quarenta autores, divinamente inspirados, e que consegue convergir povos e nações para concentrar-se em torno de uma só fé, por ele proclamado, em um único Deus verdadeiro. Deixar de acreditar nisso tudo, para crer apenas em teorias formuladas por seres humanos, falhos e orgulhosos, não é nada lógico. Vamos continuar este assunto no próximo Boletim, quando abordaremos os problemas do meio ambiente, a partir do momento em que foi criado. Até lá, se Deus quiser! Pb F.Machado (IPBC)
E-mail: efieme@uol.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O MUNDO EM CRISE - III

A Radioatividade (Conclusão)

Não é fácil para um leigo dar palpites sobre problemas mundiais que estão sendo discutidos por técnicos e cientistas, juntamente com as lideranças políticas das nações mais desenvolvidas do mundo, mesmo assim, sem lograr o sucesso almejado por todos. Contudo, por ser o assunto de tal forma transcendental, visto tratar-se, nada mais nada menos, do que a salvação do Planeta – por sinal, ameaçado de extinção, por esta razão, estamos arriscando até mesmo cair em ridículo visto que a nossa sugestão, ousada e desafiadora diante do mundo global, é nada mais que uma gota dágua no oceano, ainda mais pelo fato de ser baseada apenas em dados práticos e corriqueiros de nós, os cidadãos comuns. Uma vez que já tratamos do questionamento, “O que fazer?”, cuja resposta pode ser resumida apenas em duas palavras: “racionamento radical”, resta-nos então a parte mais difícil: “Como fazer?” Partindo do princípio de que o crescimento descontrolado, tanto da população mundial como da produção industrial, no mesmo nível, queiramos ou não, tem que parar um dia, a única coisa que nós, os cidadãos de todas as classes, na qualidade de simples consumidores, podemos fazer, em termos práticos e objetivos para amenizar a situação é abrir mão, na medida do possível, do conforto, mordomia, luxo e ostentação do nosso modo de viver. Estes quatro itens, que fazem parte da vida regalada da maioria da humanidade, sendo renunciados – voluntariamente ou por força de leis – promoveriam uma redução talvez em torno de até 30% dos gastos gerais de todos os habitantes da Terra. Pode parecer um despropósito sugerir uma medida nessa dimensão, assim de pronto, totalmente inviável. No entanto, o que deve se levar em conta é que, diante da situação crítica de todo o mundo, não se trata de uma opção, mas de um imperativo. E tem mais, este índice de 30% deverá ser apenas uma meta inicial, restrita aos dois itens anteriormente mencionados, ou seja, energia elétrica e água potável. Mas, a continuação da medida deverá prosseguir, mesmo que um pouco mais a longo prazo, mas de modo gradual e implacável nos demais itens de bens e serviços dos consumidores, de acordo com a situação de cada país, no contexto global. Uma vez que a situação do Planeta já é caótica, o que requer urgência para essas ações, por isto, tais medidas não devem mais ser proteladas. O racionamento, muito embora seja uma medida antipática, que a população de qualquer país sempre julga que é por falta de competência dos políticos e governantes que isto acontece, não deve ser resolvida apenas com a troca de governo. Esta tem sido a forma de o povo encarar os problemas em certos países por este mundo afora; e os motivos sabemos muito bem: políticas marcadas pela ineficiência, incompetência e corrupção e, consequentemente, governantes que seguem este mesmo caminho. Infelizmente, é o que podemos dizer, principalmente, em relação ao nosso sofrido Brasil. Mas, agora, tem que mudar! Não dá mais para ficar culpando os outros e esperando deles a solução para os problemas que todos nós provocamos. Já que não existe outra opção, vamos juntos, todos a uma, encarar o problema de frente. Vamos cumprir com a nossa parte de consumidores neste processo de desaceleração, que deverá ser iniciado por alguém. Neste caso, já não é mais o indivíduo, mas uma nação inteira; e que seja verdadeiramente arrojada. Mas qual será? Deve ser aquela cujo povo é, em primeiro lugar, honesto; em segundo lugar, disciplinado; e de resto, inteligente e laborioso. Essa nação existe? Sim, e é justamente aquela que está no topo do desenvolvimento em relação às demais nações do Planeta, portanto a mais competente. É, sem dúvida o Japão, o país cujo povo tem, comprovadamente, todo esse perfil; é o povo mais qualificado para liderar tal processo. Além do mais, é justamente o país que está vivendo uma situação extremamente crítica, em razão dos acontecimentos trágicos já referidos anteriormente, os quais o colocam diante desse dilema dramático: continuar crescendo para morrer ou retroceder e viver. Isto lhe obriga a tomar esta decisão importante e corajosa, diante de um mundo em crise, a qual ficará na história como o início de uma nova era; a Era da Esperança e de novas expectativas para as gerações futuras. Até breve, se Deus quiser. Fmachado-IPBC.

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