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quinta-feira, 20 de junho de 2019

REPRESAS DE REJEITOS DE MINÉRIO EM MG


Este vídeo, meus amigos e minhas amigas, como todos vocês poderão observar, não estava inserido no elenco dos assuntos anteriormente apresentados.

Como eu disse a vocês, os assuntos que prometi trazer aqui naquele primeiro vídeo, são muito graves, porque tem tudo a ver com a maneira irresponsável com que a sociedade moderna está tratando a nossa biodiversidade, causando os maiores danos ao meio ambiente, em todo o mundo.  

Mas, o assunto que vou tratar aqui hoje, minha gente,  é muito mais grave ainda.

É gravíssimo.

É estarrecedor.

Parece coisa do Final dos tempos, do Apocalipse.

Eu acredito que nunca se viu coisa igual neste planeta terra.

Isto pelo fato das circunstancias, que são de fato desesperadoras.

Estou me referindo ao caso das represas de rejeitos de minério em Minas Gerais,  que estão se rompendo; duas já se romperam, e trouxeram as calamidades que nós vimos;

Várias outras estão em fase de rompimento iminente, ameaçando mais calamidades, muito piores ainda.

As populações localizadas nas zonas de risco dessas represas,  próximas, ou melhor, literalmente, por baixo dessas represas, somente estão esperando a hora que o desastre irá, com toda a certeza, acontecer.

E o que estamos vendo? 

O  que estão fazendo, os diretamente responsáveis por esta sitaução, e também as autoridades civis, para evitar toda essa calamidade?

O que temos ouvido falar, através da mídia, é o seguinte:

a)  - técnicos das empresas responsáveis, as mineradoras, estão monitorando a movimentação das estruturas das represas;

b) – outras pessoas estão orientando as populações nas zonas de risco a fim de fugirem de suas casas para lugares seguros, na hora da catástrofe;

c) – as autoridades civis estão fazendo mesmo o que?

Há, estão investigando os casos já ocorridos, procurando alguém para ser responsabilizado,  processado.
Tudo bem, é necessário mesmo, mas, e os próximos sinistros anunciados?

Multas enormes estão sendo aplicadas contra os crimes ambientais, mas tem sido pagas?

Nada estão fazendo para evitar as catástrofes que estão anunciadas para vir, arrasando outras cidades, matando multidões do povo inocente e humilde;

Famílias inteiras estão sendo soterradas debaixo de camadas de lama...

As cidades de Sabará, Congonhas, Barão de Cocais e a localidade de Congo Soco, estão vivendo o drama mais terrível que se pode imaginar.

Não tem como classificar a situação de terror que estão vivendo os habitantes dessas localidades.

Esperar a hora de ver a sua casa, a sua comunidade, tudo ao seu redor ser destruido, é muito triste. .   

Mas o pior de tudo isso, meus amigos e minhas amigas, é a sensação de total descaso com que estão sendo tratadas essas pessoas, tanto por parte dos responsáveis pelas tragédias, como pelas autoridades competentes, também responsáveis  pela segurança e o bem estar de sua população.

Será que diante de uma situação como esta, não existe nada que se possa fazer em defesa dessa gente infeliz?

São como pais de família, mães angustiadas e seus filhos sendo todos condenados à morte, inocentemente, por um governo tirano,  totalitário e cruel.    

E eu pergunto: será que não tem nenhuma forma de evitar tamanha tragédia?

Será que não existe um meio de defender essas cidades de um destino tão cruel e devastador?

Onde estão os empreendedores, os engenheiros e todos os técnicos que construíram essas empresas e suas armadilhas fatais?

É verdade que todos eles contribuíram em muito para o progresso dessas comunidades;

Sustentam e promovem o bem estar para essas populações.

Mas, ficarem inertes, parados como se nada pudesse ser feito, isto é de uma crueldade sem limites. É injustificável!

Mais uma pergunta:

Uma obra de engenharia não seria viável?

Um aqueduto, uma tubulação, resistente, capaz de escoar esse material, que me parece em estado liquido, em condições de escorrer, levado pela força da  gravidade?

Uma obra assim, no caso de emergência dessa natureza, não poderia ser construída em poucos dias?

Porque ainda não fizeram isto?

O que poderia representar o custo de uma obra desta diante das conseqüências dos desastres anunciados?

Salvo as devidas proporções, não seria um bom exemplo as obras de transposição do rio São Francisco?

Assim, poderia ser desviado a avalanche do mar de lamas que passaria pela cidades que estão na linha do tempo  dessas ameaças terríveis.   

Quanto ao destino da avalanche desviada, seria problema para os engenheiros e autoridades responsáveis resolverem, porque, o importante mesmo é evitar a destruição que está causando, e causará ainda muito mais, às populações nessa situação de risco fatal.    

Poderia até ser represado em outro lugar, mais baixo, mas que não oferecesse risco às pessoas indefesas. .   

Mas, ainda tenho outra sugestão:

Não para deixar de fazer o escoamento acima, mas para resolver também o problema da eliminação dos rejeitos.

Eu sou ativista ambiental, e tenho um projeto chamado INDÚSTRIA DO LIXO, com fins socioambientais.

 Uma das vertentes do projeto é a fabricação de tijolos (blocos maciços) a partir do entulho da construção civil.

Creio que esse rejeito do minério poderia ser o substituto da água adicionada para a composição da argamassa, uma vez que a sua composição é de material próprio para essa finalidade.

Sei, porém que, fabricar “tijolinhos” talvez não seria suficiente para eliminar todo o material, que é bastante volumoso.

Mas, os engenheiros dos setores da construção civil, poderiam experimentar o material na composição do concreto armado, e também nas obras de infraestrutura, inclusive para pavimentação de estradas no País.

Eu confesso que gostaria de ter uma porção desse material para fazer uma experiência, aqui em casa.  

No mais, pessoal, amigos e amigas, se gostaram do vídeo, compartilhem, e postem seus comentários.

        Até logo mais, e fiquem com Deus.  



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

                   AQUECIMENTO GLOBAL, QUAL O PERIGO?


        Aquecimento Global, é o aumento da temperatura terrestre, não somente em uma determinada região, mas em todo o planeta, e tem sido a causa principal de preocupações por parte de governantes e líderes mundiais, inclusive pelos constantes alertas resultantes dos estudos realizados pela comunidade científica em todo o mundo, em razão das conseqüências desastrosas, provocadas  pela poluição insidiosa   na atmosfera, no solo e nas águas, em todo o Planeta.     
        Acredita-se que as causas sejam bastante variadas: o uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial; as queimadas de florestas, a incineração de materiais descartáveis (lixo urbano), que levam à acumulação de gases, na atmosfera, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
        Estes fenômenos bastante complexos e inevitáveis, não só de causas naturais, mas principalmente pelas ações do ser humano, podem ser a explicação para as alterações climáticas da Terra. Mas, também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento excessivo dos gases  do Efeito Estufa.
         Na impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima no passado, devido à velocidade com que tudo está acontecendo, as analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa de espécies por todo o planeta tanto em relação à fauna como na flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo fatal.
        No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente passar a assistir - como já estamos assistindo -, às maiores catástrofes naturais registradas no planeta, agora causadas indiretamente pela ação do Homem.
         Qual deve ser o papel do cidadão, em sua sociedade, diante do alto índice de   calamidades do tempo presente? Sabemos perfeitamente, que elas resultam de ações do homem procurando, não sobreviver, mas viver de conformidade com as suas próprias conveniências, passando por cima de direitos de outrem e de leis naturais e também dos homens.
           Quanto às conseqüências catastróficas, não nos iludamos de que elas continuarão, ainda mais intensas, em futuro próximo, pois elas já se acham bem presentes em nossos dias. Já estamos mais do que avisados, só falta fazermos a nossa parte.
Francisco Machado – Ativista voluntário do Meio Ambiente.

                               www.industriadolixo.blogspot.com

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O EUCALIPTO NO MERCADO DO CARBONO

É simplesmente fantástico o que as florestas de Eucalipto representam para as indústrias de celulose. Além da matéria prima para fabricação do papel, elas podem ainda oferecer grandes vantagens financeiras no  mercado do sequestro de carbono, um novo e promissor (agro)negócio entre entidades e países, preocupados com os graves problemas ambientais - efeito estufa e outros mais - que ameaçam o futuro do planeta terra.
Veja o artigo a seguir, extraído do site http://www.terra.com.br/ :

       O lobby do eucalipto


Setor de papel e celulose defende inclusão das florestas já existentes no mercado de sequestro de carbono

Por Rosenildo Gomes FERREIRA

ELIZABETH, PRESIDENTE :

No Brasil, poucos setores são tão competitivos quanto o de papel e celulose. A combinação de melhoramento genético e clima favorável ajuda a explicar por que uma árvore de euclipto atinge o ponto de corte em apenas sete anos - no restante do mundo, a média é de pelo menos o dobro desse período.

Do ponto de vista do combate ao aquecimento global, essa equação faz toda a diferença. Afinal, cada árvore dessa espécie é capaz de sequestrar nada menos que 200 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos principais vilões do chamado efeito estufa, durante seu ciclo de vida.

Como o crescimento por aqui se dá em tempo menor, o ganho ambiental, logicamente, é maior. Ocorre que isso não gera um tostão sequer para as empresas, já que as florestas plantadas antes da vigência do Protocolo de Kyoto não foram incluídas na lista de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para mudar esse quadro, as 220 empresas do segmento, representadas pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), decidiram se unir em um gigantesco lobby na Conferência do Clima de Copenhague (COP15), que acontece entre 7 e 18 de dezembro na capital da Dinamarca.

Os recursos provenientes do MDL são vistos como importantes para acelerar os planos para implantação de novas áreas florestais por empresas como Suzano e Fibria (resultado da fusão da Votorantim Papel e Celulose da Aracruz). A Bracelpa não fala em valores.

Contudo, se levarmos em conta a cotação máxima do crédito de carbono vinculado ao MDL, US $ 34 por tonelada, é fácil perceber que se trata de uma bolada expressiva. As fabricantes de papel dispõem de dois milhões de hectares plantados, além de outros 2,9 milhões de hectares de matas nativas.

Hoje, a única alternativa do setor é tentar vender os créditos referentes a essas áreas na Bolsa de Carbono de Chicago, onde a cotação está em US$ 5 por tonelada. "A falta de regulamentação faz com que não haja interesse por parte dos investidores nem dos países que precisam compensar suas emissões", afirma Elizabeth Carvalhaes, presidente da Bracelpa.

Segundo ela, os recursos provenientes do MDL seriam empregados majoritariamente na expansão dos estoques de madeira reflorestada. A meta é ampliar em 25%, para 2,5 milhões de hectares, a cultura de eucalipto e pínus até 2018 .



quarta-feira, 18 de julho de 2012

COMÉRCIO DO CARBONO, O QUE É?

por Alex Bowen e Duncan Clark*



Dar um preço ao carbono é criar um custo aplicado à poluição de carbono, para incentivar poluidores a reduzir a quantidade de gases do Efeito Estufa que emitem na atmosfera. Os economistas concordam amplamente que a introdução de um preço do carbono é a forma mais eficaz para os países reduzirem suas emissões.

A mudança climática é considerada uma falha de mercado pelos economistas, porque impõe enormes custos e riscos às gerações futuras -- que sofrerão as consequências das alterações climáticas -- sem que esses custos e riscos estejam incluídos nos preços de mercado. Para superar esta falha de mercado, argumentam eles, é preciso internalizar os custos dos danos ambientais futuros, colocando um preço sobre a sua causa - ou seja, as emissões de carbono.

Um preço para o carbono não só incentiva comportamento de baixo carbono (por exemplo, usar uma bicicleta em vez de dirigir um carro), como também arrecada dinheiro que pode ser usado, em parte, para financiar uma limpeza das atividades “sujas" (por exemplo, o investimento em pesquisa sobre células de hidrogênio como combustível). Com o estímulo de um preço para o carbono, os custos de frear as alterações climáticas são distribuídos ao longo das gerações, em vez da maior parte recair sobre as gerações futuras.

Existem duas maneiras principais de estabelecer um preço para o carbono. Primeiro, um governo pode cobrar um imposto sobre carbono na distribuição, venda ou utilização de combustíveis fósseis -- com base no seu teor de carbono. Isto tem o efeito de aumentar o custo desses combustíveis e dos produtos ou serviços criados com eles, incentivando negócios e pessoas a mudarem para a produção e o consumo verdes. Em geral, imagina-se que o governo decidirá como usar a receita fiscal, embora em uma versão, o chamado modelo de “taxa e dividendos”, as receitas fiscais são devolvidas na sua totalidade à população.

A segunda abordagem é um sistema de quotas chamado “limite e troque” (do inglês, cap-and-trade). Neste modelo, as emissões totais admissíveis em um país ou região são definidas com antecedência e limitadas por um teto global. Em seguida, cria-se licenças para poluir, que representam frações desse teto global, as quais são leiloadas ou distribuídas para as empresas. As empresas podem negociar as licenças entre si, gerando um mercado para poluição de carbono, o que deve levar a sua redução da maneira mais barata possível.

Para servir o seu propósito, o preço do carbono fixado por um imposto ou pelo sistema “limite e troque” deve ser suficientemente elevado para incentivar os poluidores a mudar o seu comportamento e reduzir a poluição, em conformidade com os objetivos nacionais. Por exemplo, o Reino Unido tem uma meta para reduzir as emissões de carbono em 80% até 2050, em comparação aos níveis de 1990, com várias metas intermediárias ao longo do caminho. O Comitê de Mudanças Climáticas, constituído de conselheiros independentes do governo, estima que, para atingir esse objetivo, seria necessário um preço de 30 libras (cerca de 94 reais) por tonelada de dióxido de carbono, em 2020, e 70 libras (220 reais), em 2030.

Hoje, grandes empresas do Reino Unido pagam um preço pelo carbono que emitem através do Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trade Scheme) da União Europeia. No entanto, boa parte dos economistas considera o preço do carbono neste regime demasiado baixo para levar o Reino Unido a cumprir as suas metas. Assim, o Tesouro planeja fazer com que todas as empresas do programa paguem um mínimo de 16 libras (50 reais) por tonelada de carbono emitido, a partir de abril de 2013.

O ideal é que existisse um preço de carbono uniforme em todo o mundo, refletindo o fato que, ao longo do tempo, uma tonelada de dióxido de carbono causa a mesma quantidade de danos, não importa onde seja emitida. Um preço uniforme também elimina o risco de que empresas poluidoras fujam para os chamados "paraísos da poluição" -- países onde a falta de regulamentação ambiental garante poluir sem limites.

No momento, o preço do carbono está longe de ser uniforme. Pelo outro lado, um número crescente de países e regiões tem ou planejam ter programas de preços de carbono, seja através de “limite e troque” ou usando impostos sobre carbono. Incluem-se nessa lista a União Européia, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul, partes da China e da Califórnia.

*Este artigo foi escrito por Alex Bowen, do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, da London School of Economics, em colaboração com o The Guardian. Publicado através da parceria de ((o))eco com a Guardian Environment Network (veja a versão original). Tradução de Eduardo Pegurier





segunda-feira, 16 de julho de 2012

MEIO AMBIENTE - Problemas e soluções


Coleta seletiva, é a solução!



A coleta seletiva é a única forma de se chegar a um resultado satisfatório, em que a limpeza urbana possa se tornar, efetivamente, uma realidade em uma determinada cidade.

Ela existe aqui? Sim, politicamente. Os nossos governantes, de duas ou três gestões para cá, se ufanam em dizer que na sua administração a coleta seletiva foi implantada.

Entretanto, o que de fato observamos é que os dois principais tipos do lixo domiciliar – inclusive dos estabelecimentos comerciais (hotéis, restaurantes, bares, cantinas, etc) – estão sendo coletados de forma completamente inadequada, isto porque, não são devidamente separados nas cozinhas ou em qualquer parte onde são gerados.

O serviço da coleta, por sua vez, não demonstra interesse em recolher o lixo – somente depois de separado - mesmo sabendo que desta forma o serviço seria facilitado consideravelmente, visto que o volume do material orgânico (lixo úmido), de responsabilidade da prefeitura, teria uma redução drástica no volume a ser transportado.

Este comportamento, tanto dos habitantes da cidade como dos órgãos governamentais, responsáveis pelo serviço da coleta, tem sido a causa dos gravíssimos problemas do lixo urbano que estão desafiando a administração pública municipal.

O lixo colocado nas calçadas, no centro da cidade, misturado e espalhado, em condições deploráveis, muitas vezes sem o vasilhame próprio, onde a coleta somente é efetuada à noite, causa o maior desconforto e náuseas aos transeuntes.

E quanto à destinação de todo o material para o aterro sanitário, já saturado e em situação de completa inviabilidade, ameaçando toda a circunvisinhança de poluição ambiental grave é, na verdade, uma forma injusta e cruel de transferir o problema para a desfavorecida área suburbana.

Tudo isto acontece pelo simples fato de não separarmos o lixo em nossas casas. Que separação é esta? O lixo ÚMIDO DO SECO: apenas isto. Porque não fazemos isto a coleta seletiva da cidade não funciona nunca.

De quem é a culpa? Bem, não queremos julgar ninguém, e nem é preciso, porque uma coisa é certa: todos nós somos culpados. Os governantes dizem que os seus munícipes não são educados o bastante para fazerem esta separação do lixo em suas cozinhas, e por isto a coleta de todo o material é feita pelos caminhões da mesma forma como é colocado em frente às suas casas, isto é, todo misturado.

Mas, em contrapartida, o que podemos observar é que o serviço da coleta do município não instrui os moradores no sentido de fazerem a separação, que é obrigatória por lei, inclusive deixando bem claro que se houver qualquer quantidade de material misturado, a ordem é não recolher.

E, quanto ao material seco, reciclável, este ficará à disposição dos catadores, que estão por toda parte, e é desse serviço (de utilidade pública, por sinal) que eles sobrevivem.

Será que todos nós poderíamos responder com sinceridade o motivo que nos leva a não fazemos a separação do lixo em nossas casas? É falta de tempo? Ou é falta de conhecimento dos grandes e graves problemas que estamos causando, com a falta desta atitude, ao meio ambiente e à Biodiversidade que nos rodeia?

Devemos nos lembrar que, todo o mal que fazemos à Natureza, se reverte para nós mesmos.

Precisamos ficar muito atentos para isto, porque a Natureza, criada por Deus, é a nossa provedora; nós podemos tirar dela o nosso sustento, porém, temos o dever sagrado de recompô-la. Isto é sustentabilidade.

Quanto a outros grandes benefícios que a COLETA SELETIVA nos proporciona falaremos depois.



Lembre-se: Quando você não está fazendo algo em favor do meio ambiente, certamente está contribuindo para a destruição do mesmo.

                                                        Francisco Machado
                                                         Ativista ambiental





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

INDÚSTRIA VAI SUBSTITUIR ATERRO SANITÁRIO

Nova Indústria vai Reciclar Lixo em Curitiba


Por

Celina Nascentes

– 13 de agosto de 2011Publicado em: Notícias, Reciclagem

Sistema substituirá aterro sanitário da Caximba.

Cerca de 2,4 mil toneladas

de lixo vão virar adubo e material energético.

Indústria vai transformar em adubo e material energético cerca de 2,4 mil toneladas de lixo. (Foto: Divulgação)

Uma nova indústria vai substituir o aterro sanitário da Caximba, em Curitiba, e passará a processar 100% do lixo produzido na cidade para reciclagem. De acordo com a prefeitura, o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) será uma indústria em que a matéria-prima é o lixo.

Ainda segundo a prefeitura, a indústria vai reciclar e transformar em adubo e em material energético as cerca de 2,4 mil toneladas de lixo geradas diariamente pela população de Curitiba e de outros 15 municípios que hoje utilizam o aterro da Caximba. A prefeitura ainda estuda qual a melhor área para receber a indústria.

A prefeitura afirma que a instalação da indústria seguirá critérios rigorosos de instalação, cuidados com o solo, com o ar e outros fatores de proteção que requerem tecnologias específicas. Todo esse cuidado será fiscalizado pelos órgãos ambientais competentes. No novo sistema, o lixo será depositado em local fechado.

Fonte : Marca Ambiental

Para ver a gradiosidade deste empreendimento, acesse o site:

              www.ambientalsustentavel.org/2011/nova-industria-vai-reciclar-lixo-em-curitiba



segunda-feira, 25 de julho de 2011

MEIO AMBIENTE E AS SACOLINHAS

Sacolas plásticas e meio ambiente: qual é o problema?
Calcula-se que l4 bilhões de sacolinhas plásticas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano – para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. ‘Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis’, diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte”. Do site: www.planetasustentavel.abril.com.br .
É incrível, como os nossos governantes, técnicos e assessores, ambientalistas e administradores dos serviços públicos da área ambiental em geral, não atentem para o lado mais fácil e mais viável de como solucionar o problema das sacolas plásticas, que não é, de forma nenhuma, menos grave que os demais materiais descartáveis do mesmo tipo: copos, potinhos de iogurte e mateiga, latinhas de sardinha e outras conservas, embalagens outras (plásticos e metais), garrafas pet, etc. etc., cuja maior parte está sendo irregularmente destinada ao aterro sanitário ou aos lixões, misturado com todo o material orgânico da cozinha (lixo úmido), o que de fato tem sido a causa dos maiores transtornos para o meio ambiente.
Em uma análise rápida do texto em questão, podemos constatar, com a devida vênia, a existência de alguns equívocos cometidos pelo autor:

a) A quantidade imensa de sacolinhas distribuídas em todo o País é de fato assustador. Mas, vejam bem, elas são de material reciclável. Porque então vão para os lixões, aterros sanitários e rios? Todo material descartável é de plástico, e todo material de plástico deve ir para onde? para a reciclagem, é claro. De outra forma estaremos sujeitos às penalidades das leis que tratam dos crimes ambientais;

b) Dizer que "uma sociedade sustentável não pode desenvolver com base em produtos descartáveis" creio não ser nada lógico. O desenvoilvimento industrial dos últimos séculos trouxe ao mundo uma nova forma de convivência globalizada, portanto, não podemos fugir às regras da modernidade, de outra forma estaremos exluídos de todo o contexto mundial;

c) "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas". Então, podemos chegar às seguintes conclusões: a) o grande problema da sacolinha de plástico não é a quantidade imensa que é fabricada, mas o seu uso abusivo pelos consumidores, que as levam para casa em quantidade muito maior do que o necessário; e b) os mesmos consumidores (nós), que ao invés de separa-las para a COLETA SELETIVA, as entregam para o caminhão do lixo úmido, com o destino que já sabemos muito bem qual é: o malfadado aterro sanitário.

Este, portanto, é o problema das sacolas plásticas, injustamente tidas com as vilãs da maior agressão ao meio ambiente, da atualidade. E aí está a solução para o problema. Vale ainda dizer que, as várias medidas que os técnicos da área estão sugerindo (no topo deste artigo), são todas válidas, e devem ser acatadas pela população. Agora, privar esta mesma população do direito de ter, quando quiser e de forma moderada, algumas sacolas descartáveis, que sejam fornecidas de graça ou vendidas (não importa), contanto que ele tenha este recurso muitas vezes confortável e prático, da mesma forma que tem com relação aos demais tipos de descaráveis, como já frisamos acima.

Francisco Machado

terça-feira, 26 de abril de 2011

O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

No dia 22 de março de l992, por resolução da ONU (Organização das Nações Unidas), foi criado o Dia Mundial da Água, ficando portanto o dia 22 de março de cada ano, destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural. Na mesma data a ONU ainda divulgou o importante documento, a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. O texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água em todo o Planeta.
Água é vida! É a máxima comum; todos sabem disso. Sem água não existe vida, quer seja nos reinos animal, vegetal ou mineral. É da água que surge toda a Biodiversidade, e somente ela tem a capacidade de promover o equilíbrio ecológico de todo o ecossistema.
A água pode faltar algum dia no mundo? Sim, mas apenas em alguns lugares, tendo em vista o descontrole populacional. A falta de censo comum do individuo no uso da água também é crucial nesta questão, quando o desperdício, o uso desregrado e desrespeitoso do líquido precioso são comuns no cotidiano dos usuários. Contudo, o mais importante é saber que a água é reciclável, em qualquer situação.
Mas, a maior ameaça à água vem da poluição ambiental, quando ela é utilizada não só para lavar tudo mas, o que é pior, ela passa a ser terminal para depósito do lixo urbano, de toda a natureza; além dos esgotos despejados nos rios aos milhões de metros cúbicos, aqueles que contêm os elementos mais nocivos à nossa saúde. O desrespeito a esse bem precioso não é apenas por parte dos usuários. Os maiores culpados são, sem nenhuma dúvida, os governantes; às vezes, por incompetência, mas na maioria das vezes por irresponsabilidade, quando colocam acima dos interesses da coletividade os seus próprios interesses individuais.
A falta de decoro e de ética nas administrações públicas são comuns em todos os setores da nossa sociedade, o que causa grande sofrimento à população, principalmente a classe trabalhadora, aquela que contribui com os pesados impostos para sustentar a classe social dominante, a elite que está no topo da pirâmide.
A água não vai faltar nunca, jamais; ela precisa ser respeitada, pois é o bem mais precioso da vida. Ela é eterna; é perene aqui na Terra e no Reino dos Céus, onde corre “o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22.1). É a verdadeira fonte de vida!
Respeitar a água é respeitar a vida, e o Seu Criador.
Pb Francisco Machado (IPBC)

FATORES DA POLUIÇÃO

Falar sobre todas as fontes de poluição ambiental neste pequeno espaço seria uma pretensão indesculpável da nossa parte, pois exigiria uma explanação extensa com embasamento técnico de alto nível, o que foge à nossa competência, visto que o nosso trabalho se restringe mais à área prática experimental; podendo até dizer, empírica, mas não um empirismo irresponsável, porque trabalhamos com objetivos concretos.
Portanto, nos limitaremos a mencionar hoje um dos fatores mais comuns, mas que tem sido a causa dos problemas mais graves da poluição ambiental ao nosso redor; aqueles cujos efeitos são conseqüências de nossos atos corriqueiros; em casa, na igreja, no trabalho ou nas ruas por onde andamos, deixando sempre um rastro com marcas nada recomendáveis, como alguns tipos de resíduos pessoais: os detritos alimentares e sujeirinhas nem sempre agradáveis. É o lixo urbano. O mal do século! Muito embora, conscientes do mal que essas atitudes certamente causam aos nossos semelhantes, e ao meio em que vivemos, mesmo assim, não nos preocupamos com isto, deixando de fazer, em contrapartida, com um gesto simples, uma ação para anular o mal causado pelos atos anteriores, muitas vezes até por irresponsabilidade. É o exercício da verdadeira cidadania acompanhada da ética cristã, em que o crente deve procurar se destacar em seu meio social, como o futuro cidadão dos céus (Sl 15).
Praticamente, toda ação do homem agride de alguma forma o meio ambiente e precisa ser policiada. Por isto, é absolutamente necessário que cada uma delas seja acompanhada de uma reação, não só para defender, mas para sustentar o ecossistema ao nosso redor. É o chamado desenvolvimento sustentável, um termo moderno que está sendo visto hoje como a única forma prática e viável, que poderá salvar o planeta Terra do caos e da destruição para a qual está caminhando, em conseqüência do desenvolvimento desenfreado da industrialização, mormente a parte que diz respeito aos descartáveis; a febre dos consumidores desta era pós-moderna. Não seria esta a hora de nós, crentes no Senhor Jesus, fazermos uma autoanálise e verificar o nosso comportamento junto à sociedade da qual somos parte integrante? Com a palavra a Igreja que, com certeza, tem muito a dizer sobre o assunto. Que Deus nos abençoe. Até breve.
Pb Francisco Machado (IPBC).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

A Preservação

A questão da preservação ambiental tem sido um dos assuntos mais discutidos pela mídia nos últimos tempos. O tema é polêmico e bastante vasto, uma vez que o aquecimento global se mostra cada vez mais presente no planeta, o que, segundo observadores ambientalistas, vem provocando o derretimento das calotas polares e a conseqüente subida do nível das águas dos oceanos. O que é catastrófico! Entretanto, esta preocupação tem sido mais alardeada pela parte da sociedade, não diretamente ligada aos governantes, as chamadas ONGs. São elas que de um modo ou de outro sugerem, e as vezes até executam, por conta própria, medidas concretas a favor da preservação ambiental, não só no sentido de incentivar, mas também para dar exemplos a serem seguidos pelos lideres governamentais e políticos de modo geral. Isto porque, a maioria das entidades, empresas e até mesmo órgãos públicos, seja por desinteresse ou por incompetência, não tomam atitudes visando o bem estar da população, através de medidas concretas no sentido de defender e preservar o meio ambiente.
O Brasil, em especial, tem este grave problema, o qual talvez seja o motivo principal que atrapalhe os nossos governantes a se dedicarem mais aos problemas do meio ambiente. A nossa diversidade de fauna e flora está não só ameaçada, mas em processo de destruição total. E nós, como sociedade civil organizada, devemos nos empenhar para defender o ecossistema do meio ambiente ao nosso derredor.
Sim, temos que tomar uma atitude agora e não depois porque o problema existe e é de extrema gravidade para a sobrevivência nossa e de nosso planeta. Portanto vamos lutar em favor desta causa justa e bendita. Vamos deixar o comodismo; vamos fazer parte de organizações honestas e bem intencionadas (a melhor delas é a Igreja) que trabalhem na área socioambiental. Especialmente, como crentes fiéis aos ensinos do nosso Senhor Jesus, em seu evangelho santo. Juntamente com a Igreja, podemos fazer a nossa parte na sociedade, dando exemplo de que somos cidadãos cumpridores dos deveres a nós atribuídos pelas leis do País e, principalmente, pela Lei de Deus (Gn 1.27-31).

Pb Francisco Machado (IPBC)

(Artigo publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana Brilho
celeste, de Gov. Valadares-MG, em 19/12/2010

O QUE É MEIO AMBIENTE?

Definição

O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas, dos reinos animal, vegetal e mineral – ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela -, que compoem os ecossistemas e a vida de todos os seres vivos.
O termo foi definido na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, celebrada em Estocolmo, em 1972, como sendo “... o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas". O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas de componentes estruturais que geralmente exercem forte influencia pelo homem, tanto para melhorar como para piorar o seu próprio habitat. Diante disto, podemos concluir que, meio ambiente, compreende o lugar em que estamos: dentro de casa e fora dela; no trabalho, na escola, na igreja, no clube, etc. Existem alguns elementos vitais, próprios do meio ambiente, sem os quais nós, humanos, não podemos viver: o ar atmosférico, a água e os alimentos são, a grosso modo, os principais. Uma terra desértica, devastada, sem água e nenhuma vegetação, não oferece condição de vida, nem para o homem e nem para quaisquer outros seres vivos. Por esta e muitas outras razões, temos o dever sagrado de preservar o nosso meio ambiente, que compreende a nossa casa, a nossa rua e o nosso campo onde são produzidos os alimentos para a sustentação da vida na Terra.
Pretendemos falar sobre esse assunto do meio ambiente por algum tempo, através deste espaço * (do nosso Beletim, gentilmente cedido pelo pastor, Rev. Valdomiro). Mesmo porque, é o assunto do momento, em toda a mídia e nas altas esferas das comunidades internacionais. Mas, o problema da brutal poluição ambiental, em consequência da devastação da Natureza, pelas ações do homem, está desafiando os governantes das nações ricas e pobres de todo o Mundo. Todos nós somos, individualmente e a igreja, responsáveis por tudo isto. Portanto, vamos colaborar com o Planeta.
Até breve, e que Deus nos abençôe. Pb Francisco Machado (IPBC)

Obs.: Matéria publicada no Boletim da Igreja P. Brilho Celeste-PRNV/SRD/IPB - Gov. Valadares-MG, em 12/12/2010.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

LIXO HOSPITALAR - O GRANDE PROBLEMA


LIXO PERIGOSO

Técnicas de tratamento ajudam a solucionar o problema do acúmulo de lixo nas grandes cidades. Segundo a Associação Brasileira da Engenharia Sanitária, ABES, o Brasil gasta, por ano, cerca de 2,5 bilhões de dólares no tratamento de doenças causadas pela falta de saneamento. Além disso, as péssimas condições dos sistemas de água, lixo e esgoto são responsáveis por 80% das doenças que afetam a população, e por 65% das internações hospitalares de crianças. Assim, é fácil perceber que a saúde começa pelo saneamento básico, por mais elevados que sejam os custos.
O grande problema é que a maior parte dos municípios brasileiros não assimilou o lixo urbano como questão fundamental de saneamento básico. Os resíduos sólidos urbanos são vistos apenas como um problema associado à limpeza pública. Quase todo o esgoro sanitário do Brasil (92%) é jogado, sem tratamento, nos rios e cerca de trinta milhões de brasileiros não têm acesso a sistemas de água tratada.
Mas, mesmo com todas as limitações e deficiências do saneamento básico do Brasil, pelo menos água e esgoto já constam como problemas de saneamento, enquanto que os resíduos sólidos somente agora começam a causar interesse e preocupação. "A falta de uma política nacional integrada de Saúde Pública e Saneamento, que considere também os resíduos urbanos, além de propiciar o retorno de doenças medievais, tem provocado repercussões trágicas na vida nacional, com o alto índice de mortalidade infantil", alerta o Dr. Nelson Roberto Amanthea.
O lixo nosso de cada dia

O Brasil produz, diariamente, cerca de 242 mil toneladas de lixo contendo 60% a 75% de matéria orgânica putrescível, fonte de poluição e proliferação de vetores. Desse total, mais de 180 mil toneladas são jogadas - sem qualquer cuidado - em lixeiras, lixões ou vazadouros. Dos 4.425 municípios pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no período de 1989 a 1990, 86,4% foi depositado a céu aberto, onde também é jogado o lixo hospitalar.
Cinqüenta e cinco por cento dos municípios pesquisados não coletam o lixo hospitalar e os 43,2% que o fazem, terminam depositando-o nos lixões. Embora não haja uma pesquisa científica que quantifique a contribuição dos resíduos gerados nos hospitais para o aumento da infecção hospitalar no Brasil, sabe-se que são altos os índices de óbitos provocados por esse problema. A ABTN - Associação Brasileira de Normas Técnicas - publicou uma série de normas para conceituar e denominar os resíduos sólidos gerados em hospitais, laboratórios, clínicas e outros serviços de saúde. O objetivo é facilitar a classificação, a separação e o destino do material a partir de seu conhecimento.
Uma importante determinação foi o emprego do termo "Resíduos de Serviço de Saúde" (RSS) para tudo o que "sobrar" - sólidos, líquidos e semi-sólidos - de algum estabelecimento de saúde, hospitais, farmácias, laboratórios, instituições de ensino e pesquisa, ente outros. Além disso, a idéia inicial de se criar um Serviço de Saúde totalmente planejado para o lixo, também cresceu: pensa-se na criação de um Sistema Municipal de Resíduos de Serviços de Saúde, para que todo o material recolhido tenha destinação correta e seja tratado além das paredes de um hospital.

Tratamento

Os resíduos de serviços de saúde têm chamado a atenção das autoridades e da população em geral, principalmente pelos riscos de contaminação que ele representa. Embora nem todo o lixo seja ligado às doenças infecciosas, ele pode se tornar o habitat ideal para o desenvolvimento de uma colônia de bactérias. Estudos sobre o lixo brasileiro concluem que os chamados "lixões", que abrigam abrigam resíduos hospitalares e domésticos, sem qualquer controlo sanitário, aumentam a possibilidade da presença de agentes infecciosos. Além da facilidade de contágio, por manipulação, o lixão, mais do que o aterro sanitário, também possibilita uma sobrevida maior de alguns agentes patogênicos. Alguns princípios básicos amenizaram esse quadro.
1 Os resíduos devem ser separados na origem, no momento em que forem produzidos.
2 O gerador do resíduo é quem melhor o conhece, sendo, por isso, o mais apto a a classificá-lo.
3 Quanto maior o conhecimento técnico sobre cada tipo de resíduo, mais objetivas e econômicas serão as soluções em todas as fases do processo.
4 Estabelecidos os conceitos, novos materiais, técnicas, equipamntos e procedimentos poderão ser desenvolvidos, adaptados ou melhor empregados, quando previamente estabelecidos de acordo com a realidade de cada região.
É importante que toda a comunidade e os órgãos públicos responsáveis se unam a fim de estabelecer metas para o tratamento do lixo. O primeiro passo é um projeto de engenharia que determine todas as suas etapas, da coleta aos sistemas de tratamento. Um sistema municipal de tratamento deve compreender desde a caracterização dos resíduos, ao manuseio, armazenamento, acondicionamento, transporte, tratamento e destinação final.
(Transcrito da revista "Vida e Saúde" de fevereiro de 1996)
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Comentário

1°) Trata-se de uma matéria publicada há mais de dez anos. Entretanto, a situação ainda hoje, ao que tudo indica, permanece quase a mesma. Ainda que tenha havido algum progresso com os sistemas de serviços criados na área de saúde, lamentavelmente o que podemos constatar é um aumento desproporcional na produção desses perigosos resíduos hospitalares, o que tem dificultado a ação das autoridades na solução do problema.
2°) O mesmo acontece com referência ao lixo urbano. O único progresso que podemos verificar neste setor é o esforço insano dos míseros catadores de papel, os quais se acham em situação de verdadeiro abandono por parte dos governantes - sem apoio patronal, marginalizados e destituídos de todos os direitos sociais comuns à qualquer trabalhador, sendo que prestam um serviço de utilidade púbica dos mais importantes para toda a sociedade; são vítimas de uma exclusão perversa, embora auto-sustentáveis. Nada mais foi feito pelas autoridade para solucionar os problemas causados pelo aumento desenfreado da produção do lixo urbano, principalmente do orgânico, causador maior da poluição ambiental, e que vem aumentando assustadoramente, desafiando todos os poderes constituídos, não só no Brasil, mas em todo o mundo!
Será que não existe uma maneira de dar uma destinação criteriosa, inteligente, benéfica e definitiva para o problema do lixo orgânico?
Cremos que sim. Acesse o site: http://www.leigomaniafm11.com.br/ e verá!










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