quinta-feira, 23 de abril de 2015

LIXO É A SALVAÇÃO DO PLANETA

Adubo orgânico ou natural 
      Adubo orgânico ou natural é o produto do lixo orgânico, que é também chamado de lixo úmido, composto dos seguintes elementos residuais:  
        - sobras e restos de comida (separada dos ossos e embalagens de qualquer tipo: metálica, plástica, vidro, etc.);    
          -  restos de cereais estragados ou sujos;
          -  restos de verduras (folhas, talos, etc.);
          - cascas e sementes de frutas e legumes (banana, laranja, batatas, melancia e mandioca são as principais e as mais abundantes e comuns na cozinha brasileira).
         -  papel higiênico usado e qualquer outro tipo de papel toalha, de fácil decomposição na água ou na terra úmida;
          - folhas secas ou verdes provenientes das podas da arborização urbana;
          - aparas de gramas e outras vegetações rasteiras;
         - qualquer outro tipo de material abandonado em vias públicas ou terrenos baldios, que esteja em decomposição e que possa ser misturado ao bolo da compostagem que para ser  transformado  em adubo para a agricultura em geral.
         É SIMPLESMENTE FANTÁSTICO o que poderá resultar do aproveitamento de todo esse material ai mencionado, para a transformação em adubo natural.
        MAS, POR OUTRO LADO, É TAMBÉM INCRÍVEL o fato de que esses elementos – fatores principais das causas de poluição do meio ambiente, quando recebem uma destinação inadequada  ou incorreta - estarem sendo, até os dias atuais, jogados nos esgotos, nos rios, nos aterros sanitários ou simplesmente abandonados nas vias públicas e áreas urbanas, tornando-se imundícias causadoras de mau cheiro; criatórios de insetos perniciosos e nocivos à saúde; fontes de contaminação, causando muitas vezes epidemias ou doenças graves  ao ser humano.
        Parece não existir uma só razão para justificar a situação como a que está vivendo toda a humanidade hoje, como antigamente. 
Efeitos e vantagens na produção dos orgânicos 
          Porque os alimentos orgânicos são mais saborosos, mais nutritivos; o sabor e aroma mais intensos? A resposta é óbvia: é por que eles são cultivados com o adubo natural, portanto, sem o uso de fertilizantes  químicos ou agrotóxicos. O produto orgânico é também limpo e saudável, pois o seu cultivo vem de um sistema que observa as leis da natureza e todo o seu manuseio está baseado em um processo de respeito ao meio ambiente e a preservação dos recursos naturais.
        Mas não são somente estas as vantagens que o adubo natural oferece aos seres humanos e à natureza. Estes são apenas os efeitos à curto prazo, porquanto à longo prazo temos benefícios ainda maiores. Alguns exemplos: os métodos orgânicos de produção são todos favoráveis ao equilíbrio ecológico e, trabalhar de modo harmônico e convergente em relação ao tempo, ritmo, ciclos e limites da natureza, tende a reduzir substancialmente os seus custos, podendo até mesmo competir com o agro-químico em termos de produtividade e resultados econômicos, sem, entretanto, apresentar os aspectos negativos já conhecidos desse sistema de produção.
        O agricultor, que considera a natureza sua aliada, amiga, observa-a, e está sempre aprendendo com ela. Percebe as relações que existem entre todos os elementos que compõem o meio ambiente. Enfrentando as dificuldades impostas pelos limites naturais em relação ao processo de produção, este agricultor, acreditando na sorte (muitas vezes fica sujeito às conseqüências dos fenômenos climáticos), porém, confiando muito mais no seu trabalho profícuo, incansável procura produzir de maneira economicamente viável, mas respeitando o ritmo da natureza, esforçando para encontrar o máximo de equilíbrio com a mesma.
       A seguir, passamos a transcrever, na íntegra, do site www.naturalrural.com.br, as seguintes informações:  
"Dez motivos para consumir Produtos Orgânicos 
1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos têm demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo, e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até o câncer.
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos, com aromas mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
5. Evita a erosão do solo, através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc. O solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis de água e poluem os rios e lagos.
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita e equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.
8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica vem de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento; mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem a terra e revitaliza as comunidades rurais.
9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agro-tóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É procedimento contrário da agricultura convencional que se apóia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificado é a garantia de estar adquirindo produtos mais saudáveis e isento de qualquer resíduo tóxico. No "Brasil existem 45 produtores com o selo orgânico fornecido pelo IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural)".
        Não seria um contra-senso, uma temeridade deixar de considerar todos esses benefícios que os produtos orgânicos podem proporcionar aos humanos e a todos os seres vivos? Será que estamos todos loucos? Existem dificuldades para se colocar em prática um plano como o que estamos apresentando aqui sobre a indústria do lixo, o qual irá proporcionar todos estes benefícios aos seres vivos e ao meio ambiente?
       Que alegações os homens que estão com a responsabilidade de dirigir este País poderiam apresentar, como empecilhos, na implantação deste plano? Seriam estas?
        • Mão de obra escassa e cara;
        • quantidade de matéria prima insuficiente;
        • falta de demanda (consumidores);
        • altos custos operacionais;
        • retorno incerto para os investidores.

       Que outras alegações mais eles teriam? Difícil saber. E ter a certeza de que todas essas alegações seriam totalmente falsas. De acordo com as sugestões que estamos apresentando não existe uma só dificuldade para a implantação e execução do projeto da indústria do lixo em todo o Brasil.
        Então, que razões verdadeiras poderiam existir? Seriam estas? Falta de interesse e vontade política dos governantes; falta de interesse dos órgãos oficiais e entidades em financiar empreendimentos de cunho social; falta de espírito humanitário por parte dos poderosos donos das caixas beneficentes e bancos privados e estatais; falta de interesse dos políticos em geral, pois eles (todos) só interessam investir em grandes empresas, grandes negócios; não vêm nenhuma conveniência em investir em associações de pobres, compostas de pessoas humildes, sem a contra-partida das gordas contas bancárias; gente sem direção e sem ninguém para instruí-los em seus empreendimentos.
       É uma lástima que tudo isto esteja acontecendo no mundo dos nossos dias; mundo do pós-modernismo, do século 21, o qual parece estar caduco, sem referencial, sem juízo e sem rumo, ou melhor, rumando para o precipício!
       Que Deus nos acuda!  
Desenvolvimento sustentável 
      Uma das formas que têm sido mais discutidas ultimamente, procurando amenizar os problemas resultantes do crescimento econômico, que garante o acesso ao consumo e ao bem-estar material e, ao mesmo tempo preserva o meio ambiente é a que se refere ao desenvolvimento sustentável, a qual aponta uma relação estreita entre pobreza e a degradação ambiental. Embora o termo tenha sido criado na alta esfera do mundo político (Relatório Nosso Futuro Comum, da ONU em 1987), podemos, entretanto, a despeito de pertencermos à área bastante inferiorizada, do leigo, afirmar – com base em experiências ao longo da vida – que, desenvolvimento sustentável, é o uso dos recursos naturais em toda a sua plenitude, proporcionando ao homem comum prosperidade através de trabalho digno; criando riquezas e bens comuns a todas as camadas da sociedade; resgatando a cidadania através de trabalho dignamente remunerado, evitando aplicar qualquer método que possa ser uma violência contra a natureza; nada de incineração, nada de processos químicos, nada de agrotóxicos mas, apenas, aquilo que transforma naturalmente a matéria orgânica, fazendo-a voltar ao seu estado primitivo de nutriente puro, cumprindo neste ciclo natural e bendito o seu papel de responsável pela preservação de toda a biodiversidade no mundo em favor dos seres vivos.
      O projeto da INDÚSTRIA DO LIXO, aqui apresentado, com toda a sua singeleza, sem técnicas avançadas, sem sofisticação; simples como são simples os brasileiros que dele vão participar e se beneficiar: trabalhando, cooperando, compartilhando é, sem dúvida nenhuma  um projeto adequado a qualquer plano que visa aplicar essa formula tradicional, primitiva e sempre eficiente do desenvolvimento sustentável.  
A Compostagem 
       Compostagem, pode ser uma palavra moderna, mas o método é primitivo. Todos sabem que a terra tem o poder natural de se recuperar, se o que ela produz (todo o material orgânico) for devolvido a ela – não precisa ser a totalidade mas, apenas as sobras. As terras cobertas pelas florestas chamadas "virgens", recebem, das árvores, o alimento necessário para mantê-la nutrida, através das folhas que caem sobre elas, protegendo-as, ainda das erosões e da desertificação.
      A terra que primitivamente era toda coberta por florestas exuberantes, teve que sofrer, um dia, a devastação pelo homem, com finalidades, justas ou não (não podemos julgar) mas, em parte, necessárias, isto podemos ter a certeza. O máximo que podemos dizer, em termos de censura por este comportamento do homem, através dos tempos, é que não foi sempre observado por ele uma forma de progresso do qual ele, o homem, sempre necessitou, chamado de desenvolvimento sustentável, que hoje está sendo visto como a única forma de salvar o mundo da devastação total de suas riquezas naturais.
        A compostagm é, portanto, a forma natural de se corrigir os desvios que fazem do desenvolvimento uma arma de destruição, ao invés de uma prática saudável e eficiente no sentido de se criar os bens comuns em favor do bem estar do homem e das outras criaturas e que lhes cercam.
       Existem muitas técnicas para o processo da compostagem, umas mais complicadas e outras mais simples, as quais estão sendo aplicadas com êxito, porém, em pequeníssima escala. São, na maioria das vezes, indivíduos solitários que produzem o adubo natural para o seu consumo somente, seja em um sítio ou em uma casa, até em apartamentos as pessoas recebem sugestões para produzir o adubo necessário para os seus jardins e plantas nos vasos caseiros.
       Aqui vai, então, o nosso questionamento: Se essas experiências estão dando certo, para o aproveitamento do lixo orgânico de um domicílio, seja casa ou apartamento; seja no sítio ou fazenda, conseguindo uma produção tímida de um produto tão útil, essencial pra a sobrevivência, que é o adubo natural,  porque não aproveitar então todo o material orgânico residual produzido em toda a cidade? É o que estamos sugerindo no plano aqui apresentado para a implantação da indústria do lixo, de forma simples e descomplicada; sem nenhum ônus para a sociedade, em vista da auto-sustentabilidade do projeto.
        Como temos demonstrado em outras partes deste trabalho a compostagem pode ser o método que irá transformar, para melhor, o meio ambiente, o berço natural da Biodiversidade, onde ela for implantada. Experiências práticas que realizamos, de fundo de quintal, nos dão bases suficientes para essas afirmações. As nossas terras poderão ser recuperadas, revitalizadas, e voltar a ser como eram antes do Descobrimento. Você pode achar que isto é impossível, primeiro pela imensidade da extensão do nosso solo empobrecido, e segundo, pelo fato de, até hoje, ninguém ter se preocupado ou não ter encontrado uma forma tão simples como esta para resolver os problemas sociais que nos afligem de forma desesperadora: a degredação do meio ambiente e a exclusão social. Então, o nosso melhor e maior argumento para a adoção do sistema da compostagem, inserido no projeto oferecido é o seguinte: se estes dois problemas cruciais, que não são somente os maiores mas, também os causadores de todos os demais problemas do mundo podem ser resolvidos com as medidas aqui sugeridas, porquê não adotá-las? Quem tiver argumentos contrários que se apresente!



sábado, 4 de outubro de 2014

MEIO AMBIENTE É TUDO, VAMOS PRESERVAR?

                          MEIO AMBIENTE É TUDO – VAMOS PRESERVAR?

       A poluição ambiental, provocada pelo lixo urbano, tem sido uma das causas mais severas que, segundo estudos de ambientalistas e a comunidade científica em geral, poderá  levar o mundo a um fim catastrófico não muito distante. Mas, outros fatores também contribuem para a poluição ambiental que, em cada cidade, tem suas características próprias.
      Os problemas da degradação ambiental em nossas cidades ocorrem paralelamente com o crescimento das comunidades e são percebidos somente quando chegam ao ponto de causar prejuízos irreversíveis à sociedade num todo.
       O início dessa degradação acontece a partir do momento em que um determinado local, rico em Biodiversidade, começa a ser povoado pelas pessoas, sem os devidos cuidados para não destruir o meio ambiente ao seu redor. Isto porque não aprendemos, no tempo certo, a observar que existem muitas maneiras de nos agrupar, crescer e progredir de maneira sustentável; bastando, para isto, ter a Natureza como nossa aliada. 
       Em nossa cidade, a mui querida Governador Valadares, vemos com muita tristeza,  as diversas formas em que o meio ambiente foi e está sendo agredido. Começando, historicamente, pelas atividades extrativistas, tendo a madeira como principal produto, as florestas virgens e imponentes que existiam no local foram sendo aos poucos devastadas por aqueles bravos pioneiros, a fim de oferecer o meio de vida para uma população ávida de progresso e desenvolvimento. Não que isto seja totalmente errado. O erro está no fato de não ter sido preservada pelo menos parte da Natureza, nem que seja através do reflorestamento, é claro.    
       Veja bem, o tamanho do  prejuízo  e as consequências que já estamos sentindo hoje em nossas peles, e que será muito maior ainda para as futuras gerações: terras devastadas que não produzem mais; rios e córregos poluídos e secando, sem as matas ciliares protetoras dos mananciais; flora e fauna  empobrecidas, com a extinção de espécies, por causa da destruição de seus habitats naturais.  
        Enquanto isto, um material muito valioso, que nós, cidadãos valadarenses, produzimos aqui com  muita abundância, está sendo jogado fora, “exportado” à custo altíssimo para outro município vizinho (não muito próximo). Este material – O LIXO URBANO – é a matéria prima essencial que poderia (pode e deve) ser utilizada de forma a recuperar todo esse prejuízo, e resolver os problemas acima mencionados. Como assim? Fácil, fácil... Veja  nos três passos seguintes:

       1 – Coleta seletiva, com separação do lixo seco do úmido;
       2 – Ao invés de aterro sanitário, transformação do material orgânico em adubo;
       3 – Aplicação do produto nas atividades do campo, preferencialmente, na agricultura familiar e reflorestamento das matas ciliares.

      Simples assim. Lembrando que este trabalho com o lixo urbano (tratamento e destinação ecologicamente corretos) é obrigatório pela lei da PNRS, de agosto de 2010), estando incorrendo em crimes ambientais os responsáveis pela execução do serviço da forma irregular como está sendo feito: consumidores e governantes municipais.    

                                                                     Francisco Machado
                                                          Ativista voluntário do meio ambiente




      


terça-feira, 13 de maio de 2014

MEIO AMBIENTE É TUDO

           MEIO AMBIENTE É TUDO, VAMOS PRESERVAR?
                             
As agressões ao meio ambiente, que ocorrem em todo o mundo, além de devastadoras, crescem de forma geométrica, comprometendo seriamente a vida do Planeta e de toda a Biodiversidade. Existem dois tipos de agressões ao meio ambiente: os de causas naturais, em função dos fenômenos climáticos, e os de causas artificiais, pela ação do  homem. As agressões provocadas pelo homem são mais danosas, porque são permanentes; seguem um processo contínuo e implacável. Diferentemente, os animais irracionais, que agem instintivamente, não causam danos ao meio ambiente, pelo contrário, eles promovem o equilíbrio ecológico de todo o ecossistema, sustentado pelas leis naturais, sempre a favor e para proteger o  ser humano.
É muito difícil entender porque nós, os humanos, conscientes que somos da importância do planeta Terra, diante de todo o Universo, mesmo assim, não temos nos preocupado com a preservação do mesmo, pelo contrário, temos agido de forma irresponsável, cometendo crimes ambientais previstos nas leis civis, degradando o meio ambiente de forma cruel e brutal, mesmo sabendo que estamos caminhando para um fim catastrófico. O que fazer então para mudar esta situação? Não podemos aqui, neste pequeno espaço, responder a essa pergunta; é um assunto vasto e complexo, mas o problema tem solução, sim. Medidas radicais e de grande envergadura são recomendadas pela comunidade científica internacional, em reuniões exaustivas de estudos e pesquisas, as quais deveriam ser postas em prática imediatamente pelos órgãos governamentais, mas isto nem sempre acontece. Entretanto, a gravidade maior do problema pode ser debitada à população consumidora, não simplesmente pelo fato de consumir, mas por consumir demais. Mudanças de hábitos, disciplina na economia doméstica; pequenos gestos pessoais que podem transformar um gasto em algo proveitoso para o bem comum; é a mudança de comportamento, sem a qual não chegaremos jamais ao estado social harmônico e saudável do desenvolvimento sustentável. Em fim, chegamos a triste conclusão de que os problemas ambientais ao invés de soluções esbarram no emaranhado da burocracia imposta pelos tecnocratas das administrações pública e privada. A culpa é da população? Ou dos governantes? Resposta óbvia: de ambos, estes por falta de competência de gestão, e aqueles por falta de responsabilidade pessoal. Que Deus nos acuda!
Para refletir: Quando você não está fazendo algo em benefício do meio   
ambiente, certamente está contribuindo para a destruição do mesmo. Isto é           
sustentabilidade!                                              
                                     

                                                   Francisco Machado
                                       Ativista voluntário do meio ambiente

                                                        (Auto didata)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A RESPEITO DO BEBÊ 7Bi

A RESPEITO DO BEBÊ 7BI, QUE JÁ NASCEU OU ESTÁ PARA NASCER
Para muitos países do mundo o crescimento desordenado da população não é problema tão sério como em outros. Nisto, o Brasil pode se gabar de ser um dos mais privilegiados: somente em seu território poderiam ser abrigados cerca de um terço desses sete bilhões já existentes no mundo. Impossível? Não. Basta fazer uma comparação com um outro país que está no outro extremo: o Japão. Este, ao contrário, já se acha em situação crítica há bastante tempo, porém, está enfrentado o problema do alto índice de densidade demográfica com maestria e, por isto, pode servir de exemplo para nós, os brasileiros.

Veja o resumo dos dados e compare:

                         País                    área m2                 População               Densidade demográfica

                         Brasil                 8.514.876              190.700.000                   22 hab/km2
                         Japão                    372.819              126.475.664                 337 hab/km2

Vemos que: a) a área geográfica do Japão é 22 vezes menor que a do Brasil;

b) portanto o Brasil pode conter 22 vezes a população do Japão, ou seja:

22 X 126.475.664 = 2.782.464.608

Você dirá: mas é muita gente, isto não pode acontecer. De fato não pode mesmo, porque se no Brasil isto viesse a acontecer, o mundo todo o seguiria. E a tão alardeada explosão demográfica ai é que aconteceria de fato. Somos uma aldeia global, e temos de seguir as regras impostas pelas nações, unidas ou não. É questão de sobrevivência.

O crescimento populacional do mundo é traumático por causa dos problemas que crescem juntos: fome, pobreza, miséria, violência, escassez de água e alimentos, epidemias, revoluções, guerras, catástrofes, etc.

Será que não tem jeito de crescer e progredir sem resolveer todos esses problemas? Parece que sim. Já temos exemplos de países que alcançaram esse nível de crescimento demográfico e progresso social ao mesmo tempo. Não precisamos procurar outro exemplo: é de novo o Japão, a nação mais rica e organizada do planeta, que apesar de não ter espaço geográfico sobrando para explorar, enriqueceu à custa de trabalho; trabalhando com matéria-prima importada, usando a inteligência para produzir bens úteis, aparelhos sofisticados de tecnologia de ponta.

Porque será que o Brasil não segue o exemplo do Japão? Imitar o que é bom, creio que é uma virtude. efieme@uol.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

IBAMA AUTORIZA DUPLICAÇÃO DA FERROVIA CARAJÁS

O sistema de transporte ferroviário, em termos de sustentabilidade, é o mais benéfico que existe. Quem pensa que a construção de uma ferrovia é sinal de retrocesso está redondamente equivocado. O sistema é incomparavelmente mais viável: é prático, econômico, seguro, não polui e nem degrada o meio ambiente; promove o progresso sem favorecer as ocupações desordenadas das terras em suas margens, pois as estações de paradas para embarque e desemarque obedecem um critério inteligente e bastante prático somente para os usuários dos trens.
Se com o dinheiro gasto na obra faraônica da trasnposição do rio S. Francisco, fossem construidas em seu lugar linhas férreas para o transporte, não só de passageiros, mas também de produtos de toda espécie (importando e exportando), e o que seria mais importante: água para o consumo de toda a população das cidades, bem assim como para a agricultura e demais necessidades dos sofridos flagelados das secas naquela região. Já pensou, uma composição com 300 vagões/tanques para abasteceer uma cidade e toda sua região interiorana? Seria muito mais viável do que um canal aquático que dificilmente chegará à conclusão, cujo funcionamento em caráter permanente deixa muita dúvida, visto que a sua construção está sendo um desafio para os governantes. Imagine uma comparação entre o transporte de minério de ferro e de água. O lucro do minério exportado para o exterior é simbílico, tudo não passa de negociatas para satisfazer interesses pessoais dos governantes e políticos; somente eles levam vantagens no negócio; o país e o povo em nada é beneficiado. Enquanto que a água seria uma verdadeira revolução em termos de benefícios para o progresso, conforto, bem estar e, afinal, muita felicidade para aquele povo cansado de tanto sofrimento com o flagelo da seca.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O EUCALIPTO NO MERCADO DO CARBONO

É simplesmente fantástico o que as florestas de Eucalipto representam para as indústrias de celulose. Além da matéria prima para fabricação do papel, elas podem ainda oferecer grandes vantagens financeiras no  mercado do sequestro de carbono, um novo e promissor (agro)negócio entre entidades e países, preocupados com os graves problemas ambientais - efeito estufa e outros mais - que ameaçam o futuro do planeta terra.
Veja o artigo a seguir, extraído do site http://www.terra.com.br/ :

       O lobby do eucalipto


Setor de papel e celulose defende inclusão das florestas já existentes no mercado de sequestro de carbono

Por Rosenildo Gomes FERREIRA

ELIZABETH, PRESIDENTE :

No Brasil, poucos setores são tão competitivos quanto o de papel e celulose. A combinação de melhoramento genético e clima favorável ajuda a explicar por que uma árvore de euclipto atinge o ponto de corte em apenas sete anos - no restante do mundo, a média é de pelo menos o dobro desse período.

Do ponto de vista do combate ao aquecimento global, essa equação faz toda a diferença. Afinal, cada árvore dessa espécie é capaz de sequestrar nada menos que 200 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos principais vilões do chamado efeito estufa, durante seu ciclo de vida.

Como o crescimento por aqui se dá em tempo menor, o ganho ambiental, logicamente, é maior. Ocorre que isso não gera um tostão sequer para as empresas, já que as florestas plantadas antes da vigência do Protocolo de Kyoto não foram incluídas na lista de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para mudar esse quadro, as 220 empresas do segmento, representadas pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), decidiram se unir em um gigantesco lobby na Conferência do Clima de Copenhague (COP15), que acontece entre 7 e 18 de dezembro na capital da Dinamarca.

Os recursos provenientes do MDL são vistos como importantes para acelerar os planos para implantação de novas áreas florestais por empresas como Suzano e Fibria (resultado da fusão da Votorantim Papel e Celulose da Aracruz). A Bracelpa não fala em valores.

Contudo, se levarmos em conta a cotação máxima do crédito de carbono vinculado ao MDL, US $ 34 por tonelada, é fácil perceber que se trata de uma bolada expressiva. As fabricantes de papel dispõem de dois milhões de hectares plantados, além de outros 2,9 milhões de hectares de matas nativas.

Hoje, a única alternativa do setor é tentar vender os créditos referentes a essas áreas na Bolsa de Carbono de Chicago, onde a cotação está em US$ 5 por tonelada. "A falta de regulamentação faz com que não haja interesse por parte dos investidores nem dos países que precisam compensar suas emissões", afirma Elizabeth Carvalhaes, presidente da Bracelpa.

Segundo ela, os recursos provenientes do MDL seriam empregados majoritariamente na expansão dos estoques de madeira reflorestada. A meta é ampliar em 25%, para 2,5 milhões de hectares, a cultura de eucalipto e pínus até 2018 .



quarta-feira, 18 de julho de 2012

COMÉRCIO DO CARBONO, O QUE É?

por Alex Bowen e Duncan Clark*



Dar um preço ao carbono é criar um custo aplicado à poluição de carbono, para incentivar poluidores a reduzir a quantidade de gases do Efeito Estufa que emitem na atmosfera. Os economistas concordam amplamente que a introdução de um preço do carbono é a forma mais eficaz para os países reduzirem suas emissões.

A mudança climática é considerada uma falha de mercado pelos economistas, porque impõe enormes custos e riscos às gerações futuras -- que sofrerão as consequências das alterações climáticas -- sem que esses custos e riscos estejam incluídos nos preços de mercado. Para superar esta falha de mercado, argumentam eles, é preciso internalizar os custos dos danos ambientais futuros, colocando um preço sobre a sua causa - ou seja, as emissões de carbono.

Um preço para o carbono não só incentiva comportamento de baixo carbono (por exemplo, usar uma bicicleta em vez de dirigir um carro), como também arrecada dinheiro que pode ser usado, em parte, para financiar uma limpeza das atividades “sujas" (por exemplo, o investimento em pesquisa sobre células de hidrogênio como combustível). Com o estímulo de um preço para o carbono, os custos de frear as alterações climáticas são distribuídos ao longo das gerações, em vez da maior parte recair sobre as gerações futuras.

Existem duas maneiras principais de estabelecer um preço para o carbono. Primeiro, um governo pode cobrar um imposto sobre carbono na distribuição, venda ou utilização de combustíveis fósseis -- com base no seu teor de carbono. Isto tem o efeito de aumentar o custo desses combustíveis e dos produtos ou serviços criados com eles, incentivando negócios e pessoas a mudarem para a produção e o consumo verdes. Em geral, imagina-se que o governo decidirá como usar a receita fiscal, embora em uma versão, o chamado modelo de “taxa e dividendos”, as receitas fiscais são devolvidas na sua totalidade à população.

A segunda abordagem é um sistema de quotas chamado “limite e troque” (do inglês, cap-and-trade). Neste modelo, as emissões totais admissíveis em um país ou região são definidas com antecedência e limitadas por um teto global. Em seguida, cria-se licenças para poluir, que representam frações desse teto global, as quais são leiloadas ou distribuídas para as empresas. As empresas podem negociar as licenças entre si, gerando um mercado para poluição de carbono, o que deve levar a sua redução da maneira mais barata possível.

Para servir o seu propósito, o preço do carbono fixado por um imposto ou pelo sistema “limite e troque” deve ser suficientemente elevado para incentivar os poluidores a mudar o seu comportamento e reduzir a poluição, em conformidade com os objetivos nacionais. Por exemplo, o Reino Unido tem uma meta para reduzir as emissões de carbono em 80% até 2050, em comparação aos níveis de 1990, com várias metas intermediárias ao longo do caminho. O Comitê de Mudanças Climáticas, constituído de conselheiros independentes do governo, estima que, para atingir esse objetivo, seria necessário um preço de 30 libras (cerca de 94 reais) por tonelada de dióxido de carbono, em 2020, e 70 libras (220 reais), em 2030.

Hoje, grandes empresas do Reino Unido pagam um preço pelo carbono que emitem através do Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trade Scheme) da União Europeia. No entanto, boa parte dos economistas considera o preço do carbono neste regime demasiado baixo para levar o Reino Unido a cumprir as suas metas. Assim, o Tesouro planeja fazer com que todas as empresas do programa paguem um mínimo de 16 libras (50 reais) por tonelada de carbono emitido, a partir de abril de 2013.

O ideal é que existisse um preço de carbono uniforme em todo o mundo, refletindo o fato que, ao longo do tempo, uma tonelada de dióxido de carbono causa a mesma quantidade de danos, não importa onde seja emitida. Um preço uniforme também elimina o risco de que empresas poluidoras fujam para os chamados "paraísos da poluição" -- países onde a falta de regulamentação ambiental garante poluir sem limites.

No momento, o preço do carbono está longe de ser uniforme. Pelo outro lado, um número crescente de países e regiões tem ou planejam ter programas de preços de carbono, seja através de “limite e troque” ou usando impostos sobre carbono. Incluem-se nessa lista a União Européia, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul, partes da China e da Califórnia.

*Este artigo foi escrito por Alex Bowen, do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, da London School of Economics, em colaboração com o The Guardian. Publicado através da parceria de ((o))eco com a Guardian Environment Network (veja a versão original). Tradução de Eduardo Pegurier





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